terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra B (1)

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)



de Bab- a Box-


Babau –
Babe -
Bacelos –
Bacharela –
Baçal –
Bagueixe –
Bagunte –
Bahia (Br.) – a grafia reproduz a pronúncia no Séc. XVI
Baía –
Baião –
Baiões –
Baiona (Gz.) –
Baixa da Banheira –
Baixa da Restolha –
Bajanca –
Bajouca -
Bajouco –
Baladia –
Balaia – topónimo que se refere a local onde abunda (va) a baleia
Balaído –
Balazar – ver “Belesar”
Baldanido” –
Baldio – terreno que não pertence a ninguém
Baleal – topónimo que se refere a local onde abunda (va) m baleias
Baleeira – topónimo do grupo “Baleia”, como “Balaia”, Baleal”
Baleizão –
Balieira – o mesmo que “Baleeira”
Baloca –
Balocas –
Balsa –
Balsas –
Baltar (Pt. e Gz.) –
Balteiro –
Balugães –
Banafátima – do árab.
Bandavises – do árab.
Bande (Gz.) –
Bangueses (Gz.) –
Banhos (Pt. e Gz.) (graf. altern. “Baños”) – balneários, termas
Banhos – balneários, termas
Banhos de Bande (Gz.) –
Banhos de Molgas (Gal.) –
Barão de S. João –
Barão de S. Miguel –
Barbaído –
Barbacena –
Barbadães de Baixo -
Barbadáns (Gz.)
Barbatos –
Barbeita –

Barbeito (Pt. e Gz.) – terra em repouso de cultura, faixa de terra inculta que separa duas propriedades

Barca – lugar junto a um rio, lugar de travessia desse rio
Barca da Esteveira –

Barca d’Alva – não se justifica o preciosismo "Barca de Alva", pois nem sequer reproduz a pronúncia

Barca da Trofa –
Barca do Concelho –
Barca do Lago –
Barca do Loureiro –
Barca Nova –
Barcarena – de "barca" + "arena"?
Barcarena (Br.) – transposição do topónimo português
Barcel –

Barcelinhos – diminut. de “Barcelos” ? é duplo diminut. de "Barcos"

Barcelos” – diminut. plur. de “Barco”
Barcelos” (Br.) – transposição do topónimo português
Barceosa – ver “Vila Chã de Barceosa”
Barco – ver “O Barco de…”
Barcouço –
Bargo (Gz.) -
Barosa – o mesmo que “Varosa”?
Barqueiro –
Barqueiros – gente originária de “O Barco” ou “A Barca” (?)
Barquinha, Vila Nova da - diminut. de “Barca”?
Barra -
Barra, S. Julião da -
Barracão –
Barradinha –
Barra Funda (Br.) –
Barral –
Barranco -

Barranco de … - em certos casos parece tratar-se de um leito potencial profundo de um ribeiro sezonal

Barranco das Belharucas –
Barranco da Vaca –
Barranco de Água Velha –
Barranco de Brejões –
Barranco de Mata Filhos – graf. correcta desc. : …"de Matafilhos”?
Barranco do Cadavaio (de “Cádavo” – ver “Cádabo”)
Barranco do Calvário –
Barranco do Cão –
Barranco do Porco –
Barranco do Sambro –
Barranco do Velho –
Barrancos –
Barranha –
Barras –
Barrenta –
Barreira –
Barreiras –
Barreiro –
Barreiros (Gz.) –
Barril –
Barril d’Alva –
Barrimau –
Barrinha –
Barrinhos –
Bárrio –
Barriosa –
Barro –
Barrô – diminut. de “Bárrio”
Barroca –
Barroca de Pedro Lopes – graf. correcta desc.: “de Pedrolopes”?
Barroca Grande – escavação grande provocada pela exploração de minas
Barrocal –
Barroco (pronunc. “Barrôco) –
Barrol –
Barrosa –
Barrosas –
Barroselas - diminut. de "Barrosas"
Barrosinhas – diminut. de “Barrosas”
Barroso –
Barroso”, Serra do –
Barruncheiros –
Basanca - ver Comentº. de Jofre Alves
Basteiros – gente de "Basto"?
Basto –
Batalha –
Batel –
Batocas – de um hidrónimo? ver “Ribeiro das Batocas”
Batoco – de um hidrónimo?
Batoquinhas – diminut. de “Batocas”. de um hidrónimo?
Baú –
Beade (Gz.) – o mesmo que “Veade” (?)
Beberriqueira –
Beça, rio –
Beco (pronunc. “Bêco”) –
Beduído –
Begonte (Gz.) –
Beira – desc. (que relação com “ibéria”?)
Beirã –
Beira Grande –
Beiral –
Beiriz –
Beja – do lat. “Pax Júlia”
Bela –
Belasaima – de “Belisama” , divind. celta femin. equivalente a Minerva (?)
Belazaima do Chão – o mesmo que “Belasaima do…”
Belece –
Belesar (Gz.) – o mesmo que “Balazar”. é tido por topónimo euskera
Beliche, Ribeira de –
Belide –
Belmonte –
Belomonte -

Belos Ares – corresponde ao significado da capital argentina, "Buenos Aires"

Belver – miradouro, mirante, terraço elevado
Bembivre (Br.) -
Bem da Fé – preciosismo linguístico anacrónico por “Bendafé”
Bemposta –
Benaciate, Rio –
Benafim – do árab. Cf. “Bensafrim”
Benavente –
Bencanta –
Bencatel –
Bendafé – do árab.
Beneita –
Benespera – cf. com “Bispeira”
Benfarras –
Benfeita –
Benfica –
Benfica do Ribatejo –
Benlhevai – graf. correcta desc.

Benquerença – tem alguma relação com “wishing well” (poço mágico, à letra: “poço dos desejos”) em inglês?

Benquerenças –
Bensafrim - parece semit. “ben” (“filhos”) + “safrim” (plural: “dos Safar”). um clã?
Bente –
Berdoias (Gz.) -
Bergondo (Gz.) – relacion. com “Borgonha”, “Borgundo”?
Berlenga –
Berlengas –
Berlengas, Ilhas –
Bertiandos –

Beselga – de “basílica”, do greg. “casa do rei”, através do latim religioso (Igreja Católica)

Bessa – Cf. “Avessada”
Bessada –
Besteiros –
Besteiros, Campo de –
Besteiros, Paranhos de –
Besteiros, S. Tiago de –
Betanços (Gal.) (graf. altern. “Betanzos”) –
Betanços Velho (Gz.) -
Bexiga -
Bica – o mesmo que “Fonte”, de onde a água sai em bica
Bica Alta –
Bicada -
Bicanha –
Bicas – plural de “Bica”
Bicesse –
Bicha –
Bicha Moura – por “Bichamoura”?
Bicheiro –
Bichieiro –
Bicho -
Bico – em alguns casos, deriva do lat. vicus, aldeia não fortificada
Biduleiro –
Bilhó – diminut. femin. de…”Bilha”?
Biós (Gz.) -
Birre – árab. “Poço”, “Fonte”
Bisalhães - ver post

Biscaia – localidade povoada por gentes vindas de Euskadi ou Viscaya (País Basco)

Bismula –
Bispeira – Cf. com “Benespera”
Bizarril –
Bizorreira –
Boaldeia –
Boa Farinha – ver “S. Paio de Farinha Pôdre”
Boassas –
Boavista (Pt. e Gz.) –

Bobadela – lat. mediev. : “bovatella”: lugar onde o gado bovino vai pastar

Bocacha –
Bocas (pronunc. “Bòcas”) –
Boco (pronunc. “Bôco”) –
Bodiosa –
Bodiosa-a-Velha –
Bogadela –
Bogalhal –
Bogalhinha -
Bogas –
Bogas de Baixo –
Bogas de Cima –
Bogas do Meio –
Boi
Boial
Boialvo
Boi-a-Monte - grafia correcta "Boiamonte". ver "Boimonte"
Boião –
Boiça - ver "Bouça"
Boicinha –
Boico –
Boicornelho (Gz.) – graf. altern. “Boicornello”
Boidecanto (Gz.) –
Boidobra -
Boieira –
Boimonte (Gz.) –
Boimorto (Gz.) –
Boiro (Pt. e Gz.) –
Boivães –
Boivão –
Boleiros – gente vinda de “A Bola” (?)
Bolha –
Bolhão – a pronúncia no Porto é "Bolhóm"
Bolho (pronúnc. “Bôlho”) –
Bolhos –
Boliqueime –
Bombarral –
Bom Velho de Baixo -
Bom Velho de Cima -
Bonitos –

Borba – celt. “Borvo”: divindade das águas quentes, termas ou caldas

Borba da Montanha –
Borba de Godim –
Borbela – diminut. de “Borba”
Bordalo – ver “Bordeaux” (França)
Bordeira –
Bordoegas –
Bordonhos –
Bornes, Serra de –
Borrajeira -
Borralha –
Borralheira –
Borrifãs (Gz.) - graf. altern. "Borrifans"
Bosturenga –
Bota – ver “Vale da Bota” –
Botão –
Boto – ver “Ribeira do Boto”
Bouça

Bouças (Pt. e Gz.) – na Galiza, pode ter a graf. altern. "Bouzas", sem alteração fonática

Boucela
Boucelha
Boucinha
Bouçoães
Bouçoais – alternat. a "Bouçoães"
Bouçós – diminut. de “Bouças”
Bougado –
Bouro – o mesmo que “Boiro”
Boxinos –

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra A (4)

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)

Asa- a Azu-


As Antas (Gz.) – ver "Antas"
As Cachadas (Gz.) - ver "Cachada"
As Candas (Gz.) – ver "Canda"
As Chairas (Gz.) – ver “Cheira"
As Lagoas (Gz.) –
Asnela – ver “Asnes”
Asnes - por “Anses”? ver “Anços”
As Neves (Gz.) – ver “Neves"
As Pontes (Gz.) - ver “Ponte (s)”
Aspela –
As Raposeiras (Gz.) –
Assim Chamado – graf. correcta desc.
As Veigas (Gz.) –
As Vendas (Gz.) –
Assafarge –
Assafora – árab. “assahra”: “campina”
Assares –
Asseca –
Asseiceira – por “A Seiceira”?
Assenta –
Assequins –

Assilhó – duplo diminut. femin. de Ossa: Ossa - Ossela - Osselola - Osseloa: Assilhó

Assureiras –
Ataboeira – por “A Taboeira”?
Atães –
Ataíja –
Ataíja de Baixo –
Atalaia – o mesmo que “Vela”, “Vigia"
A Teixeira (Gz.) - ver "Teixeira"
A Teixugueira (Gz.) -
Atenor –
Atiães –
Atibaia (Br.) -
A Torre (Gz.) -
Atouguia –
Atouguia da Baleia –

A Toxa (Gz.) - vila frequentemente alcunhada de "La Toja", o que não é galego-português nem faz qualquer sentido. ver "Tocha"

Aúde (Gz.) -
Avanca – “av” + “anc” ? rio+rio
Avantos –
Ave, Rio –
Avecasta –
A Veiga (Gz.) - ver "Veiga"
Aveiras –
Aveiras de Baixo –
Aveiras de Cima –
Aveiro -
Aveiros – ver “Praia de Aveiros” –
Avela –
Avelal –
Avelal de Baixo –
Avelal de Cima –
Avelames, Rio –
Avelanoso (Mir.)
Avelar – o mesmo que “Avelal"
Avelãs de Caminho –
Aveleda (pronunc. “Avelêda”) –
Aveleira – nome sempre ligado a serras. será “A Veleira”?
Avenal –

Aver-o-Mar – grafia exacta desconhecida. preferível “Avremar” ou "Abremar" (?)

Avessada – ver “Bessa”, “Bessada”, “Abessadinhas”
Avessadas – ver Avessada”
Avia, rio (Gz.) – ver “Ave”
Avidagos –
Avidos –
A Vila (Gz.) - ver "Vila"
Avinhó - está por "A Vinhó"? ver "Vinhó"
Avintes –
Avión (Gz.) - graf. altern. “Avióm”
A Viqueira (Gz.) -
Avis – por “Aviz”
Avitureira – ver “Abitureira"

Avô – hidrónimo? diminut. de “Avus” (rio). atenção: os rios eram femininos!

Avões – gente vinda do vale do “Ave”?
Avos –
Azambuja – por “A Zambuja”? Ver “Zambujal” e “Zambujeira”
Azambujeira – por “A Zambujeira”
Azeitão –
Azeiteiro” –
Azenha – árab. “aççania“a nora”
Azenha de Cima –
Azenha do Cano –
Azenhas do Mar –
Azenha do Rio –

Ázere – desc. “junto ao rio” (?), “rio” (?). “Ázere” (Viana do Castelo) e “Ázere” (Coimbra) ficam junto a um rio. ver “Odiáxere”. ver “Fonte do Azeral"

Azervadinha –
Azerveira –
Azevedo (Pt. e Gz.) (graf. altern. “Acevedo”) –
Azevo –
Azias –
Azibal –
Azinhaga –
Azinhal –
Azinhalinho –
Azinheira dos Barros –
Azival –

Azóia – árab. “az-zavia”: “o mosteiro”. noutras zonas ficou "Almoster" e noutras "Mosteiro", "Mosteirô" (diminut.), consoante pendia a relação de poder islâmica-cristã

Azóia de Baixo –
Azóia de Cima –
Azóia, Stª Iria de –
Azueira –
Azurara – por “A Zurara” (?)
Azurva –

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra A (3)

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)

Alp- a Arz-


Alparrel –
Alpedrinha –
Alpedriz –

Alpendurada - de “al(árab.) + “pen…” + “do(u)rada”. ver “Penhas Douradas”

Alpenduradas – ver “Alpendurada”
Alpiarça –

Alportel – topónimo híbrido. de árab. “al” + “Portel(a)" : A Portela. ver “Portela”, “Portel”

Alportuche –
Alpouvar –
Alpriate -
Alqueidão –
Alqueidão da Serra –
Alquerubim –
Alqueva –
Alqueve –
Altamira –
Altar do Cuco –
Alte –
Alter –
Alter do Chão –
Alter Pedroso –
Alto da Barra -
Alto da Casica –
Alto da Estrada –
Alto da Maria Dorme – graf. correcta desc. “Alto de Mariadorme”?
Alto da Portela do Pau – ver “A Portela do Pau”
Alto da Urreta –
Alto dos Moiros –
Alto das Vinhas –
Alto do Mariola – ver “Mariola”

Alto Douro – designação muito incorrecta, dado tratar-se, realmente, de Riba Douro

Alto Minho – designação muito imprecisa, já que se trata da região da margem esquerda final do rio Minho. dever-se-ia chamar “Baixo Minho”, como o fazem os galegos.

Alto Varatojo –
Altura –
Alturas do Barroso –
Alva –

Alva, serra de – nome muito antigo. Cf. Albânia, Albion. Ver “Alba”

Alvadia – raiz “Alba”. ver “Alba”, “Alvão”
Alvados –
Alvaiázere – “Alva” + “Ázere” (?): “rio-rio”?
Alvalade – árab “al-balãt”: caminho, via.
Alvalade do Sado –
Alvaledes – árab. “al-balãt”: caminho, via. ver “Alvalade”

Alvão, Serra de – raiz “Alba”. ver “Alva"
Alvaredos –
Alvarelhos –
Alvarenga –
Alvares –
Alvarim –
Alvarinho –
Álvaro –
Alvega –
Alveite Grande – ver “Alfeite”
Alvendre –
Alverangel –

Alverca – “al” + “verca”: “o tanque”, “o depósito de água”, “a lagoa (artificial) ”

Alvercas –
Alviada –
Alviela – "pequeno Alva"
Alviobeira –
Alvisquer –
Alvite –
Alvite de Baixo –
Alvite de Cima –
Alvites –
Alvito –
Alvoco – pronunc. "Alvôco". diminut. desc. : “pequeno Alva”
Alvoco da Várzea – está por Várzea do Alvoco?
Alvor (pronunc. “Alvôr”) –
Alvorca –
Alvorge – árab. “al-burj”: “a torre”
Alvorninha –
A Maranha (Gz.) - graf. altern. "A Maraña"
Amarante (Pt. e Gz.) –
Amarante, Ribeira de – (na Região de Lafões)
Amarelos – ver "Várzea dos Amarelos"
Ameal –
Ameal do Campo –
Ameixeiral –
Ameixieira –
Ameixoeira –
Amêndoa –
Ameneiral (Gz.) -
Ameneiro (Gz.) -
A Merca (Gz.)
Amerelos –
Ames (Gz.) –
Amial –
Amiais de Baixo –
Amiar – o mesmo que “Amial” e “Ameal”?
Amieira –
Amieiro –
Amilo –
Amoedo (Gz.) –
Amoeiro (Gal.) –
Amonde –
Amor (pronunc. “Àmor”) –
Amoreira – por “A Moreira” , “Moraria”: sítio onde há “quem more”
Amoreira do Repolão –
Amoreiras – plural de “Amoreira”
Amorim (Port. e Gal.) –
Amorosa – ver "Mor-", "Mouro", Marão"
Ana Carvalha –

Anaguéis – ouvi da população local dizer “O Anaguéis”. a confirmar. nunca fui de opinião que as pessoas não saibam dizer o nome da sua própria terra.

Anais –
Ana Loura – grafia exacta desc. : “Analoura"

Anc-/Anç-/Ant- desc.: “ribeiro”,“fonte de água corrente". exº:Ancão, Ançã, Âncora, Anços, Antuã, Anker [“Alenquer”],“Ínsua” (?) = ”ênçua”

Ançã, Ribeira de –
Ancão, Rio –
Ancas – do grupo “Ancão”, “Ançã”, “Âncora”…?
Anceriz –
Âncora – ver "Âncora"

Âncora – ver “Anc-“. a grafia deveria ser "Áncora", para não se confundir com o aparelho náutico com o qual este topónimo nada tem que ver.

Anços
Andorinha – tido por topónimo euskera

Andorinho, Vilar de - tido por topónimo euskera. ver “Andorinha” e “Anduriña” (Euskadi)

Andrada –
Andrade (Gz.) -
Andrães –
Andreus –
Andrineiras (Mir.) –
Andrinos –
Anduriña (Gz.) – ver “Andorinha”
Anelhe –
Angeão –
Angeiras –
Angeja – raiz "anc", "anç",“ant”
Angios –
Angra –
Angra do Heroísmo –
Angra dos Reis (Br.) –
Angrinha – diminut. de “Angra”
Angueira – raiz “anc”, “anç”, “ant”
Angueira, rio – raiz “anc”, “anç”, “ant”
Angústias -
Anha –
Anhangabaú (Br.) -
Anhangay, Rio (Br.) - tupi-guar:anhangá (diabo)+y(rio): “rio do diabo”
Anhões – gente que veio de “Anha”
Anobra – terminação em “briga” (celt.)
Anseriz – o mesmo que “Anceriz"

Ansiães - v. “Carrazeda de Ansiães”. genitivo de “Ansila”, antrop. germânico

Ansião – raiz “anc-“, “anç-“, “ant-"
Anta -
Antanhol –
Antas -
Anteiras –
Antemil –
Antes – provavelmente por “Antas”
Antigo –?
Antuã, Rio – raiz “anc-“, “anç-“, “ant-"
Antuzede (pronunc. “Antuzêde”) –
Ão, Om, Home, Homem - desc. muito antigo “aum”: “rio, ribeira”
A Pastoriça (Gz.) - graf. altern. "A Pastoriza"
Alvaiázere – “Alva”+ “Ázere”, “rio+rio? nesse, caso, “Ázere” é mais antigo que “Alva"
Apiay (Bras.) – tupi-guar.: “lugar alagadiço"

Apiteribú (Bras.) – tupi-guar.: apyter+ ybú : “a fonte do meio”. variantes: “Poteribú”, “Potribú"

A Pomba (Gz.) -
A Ponte Nova (Gz.) - graf. altern. "A Pontenova"
A Porta do Rolo (Gz.)
A Portela do Pau (Gz.)
Apostiça - “A Postiça”?
A Praga (Gz.)
Apúlia –

Aracajú (Br.) – tupi-guar.: ara (tempo) + cajú (cajú): “ (cidade) do tempo do cajú”, isto é, cidade muito antiga, uma vez que os índios contavam o tempo a partir do “aparecimento do cajú”

Arada –
Arada, Serra de –
Aradas –
Arade – hidrónimo do grupo “Aro”
Arado –
Aral –
Aranhas –
Arão –
Araújo –
Araúxo (Gz.) – o mesmo que “Araújo” –
Aravil, rio – do grupo “Aro”, “Arade”, “Arelho”, “Arouce”
Arazede (pronunc. “Arazêde”) –
Arbo (Gz.) – do grupo “Árvore”? (“porto”?). ver "Árvore"
Arca -
Arcas –
Arcela – diminut. mediev. de “Arca”
Arco – lugar onde existe ou existiu um arco ou arcos (ruínas)
Arco de Baúlhe –
Arcos - ver "Arco"
Arcos de Valdevez – “vale de Vez”
Arcossó – graf. correcta desc.
Arcozelo (pronunc. “Arcozêlo”) – "Arco"
Arcozelo das Maias –
Arda, rio –
Ardazubre –
Ardegão –
Ardela – pequeno “Arda”
Ardesende (Gz.) –
Areeiro –
Arega –
Areias –
Areias, S. João de –
Areias de S. João – “Areias, S. João de"
A Regueirinha (Gz.) - graf. altern. "A Regueiriña"
Arelho – diminut. de “Aro” (rio): ribeiro
Arentim -
A Requeixada (Gz.)
Ares (Gz.) –
Arestal –
Arga –
Arga de Baixo –
Arga, Serra d’ –
Arganil –
Argenteira –
Argeriz –
Argoncille –
Argozelo (pronunc. “Argozêlo”) – o mesmo que “Arcozelo”
Aricera –
Ariz (Àriz) – o mesmo que “Alariz”. Ver “Alhariz” ou “Allariz”

Armação de Pêra – o topónimo refere-se a armação de pesca (do atum?). “Pêra” é topónimo de referência. ver “Pêra”

Armada –
Armamar –
Armental (Gz.) -
Armona, Ilha de –
Arnadelo (pronunc. “Arnadêlo”) – diminut. de “Arnado”
Arnado – terreno arenoso
Arneiro –
Arneiro das Milhariças –
Arnes –
Arnóia –
Arnoso – tido por topónimo euskera (??)
Aro/ Arade/ Arelho / Arouce /Arunca – desc. “ar-“+ sufix.: rio
Aroal –
Arões –
Arões, S. João de –
Arosa –
Arouca -
Arouce – ver “Aro”
Arousa, Ria de (Gal.) – da raiz “ar – “, “aro – “?
Arrabal –
Arrabalde – árab. “ar-abáde”: os subúrbios” (em relação a quê?)
Arrábida – árab: estabelecimento militar de defesa fronteiriça.
Arraial da Poupa –

Arraiolos – desc. “arroio” + dimin. plur. pequenos arroios (?), pequenos regatos (?)

Arrancada –
Arrancada do Vouga –
Arranhó – por “A Ranhó” – diminut. de “Ranha” –
Arrebentaço – ladeira muito íngreme em caminho de peregrinação
Arredal –
Arrentela –
Arrepiado –
Arribada (Gz.) -
Arrifana – árab.: “venda(s)”
Arrimal –
Arrochela –

Arroio – ribeiro, regato (raiz “ar-". também pode ter origem ibera: “arrogium” – canal de irrigação, dependendo das características do lugar

Arroios” – (zona de) regatos (raiz “ar-“)
Arrompida” – por “A Rompida”?
Arronches –
Arrota –
Arroteia –
Arroteias –
Arroteiras –
Arruda –
Arruda dos Pisões –
Arruda dos Vinhos –
Arteixo (Gz.) –
A Rua (Gz.) - ver "Rua"

Arunca – “Aro” (rio) + "Anc" (rio). a última parte da palavra é a mais antiga

Árvore – do germ. angl.(?) “harbour”: “porto”.
Arzila – Cf. “Arzila”, em Marrocos
Arzúa (Gz.) – tido por topónimo euskera

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra A (2)

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)

Ala- a Alo-

A Lagoa (Gz)–
Alagoa –
A Lama (Gz.)
Álamo –
A Lançada (Gz.) (graf. altern. “A Lanzada”) –
Alandroal –
Alagoas -
Alagoas (Br.) –
Alba - exºs “Barca d’Alva”, “Albânia”, “Albion”
Albanhar –
Albarde (Gz.) -
Albardeiros – gente de “Albardo”? ou "de Albarde"?
Albardo –
Albarraque – árab.: “chão duro"
Albergaria (Pt. e Gz.) – árab.: local de acolhimento de viandantes
Albergaria-a-Nova –
Albergaria-a-Velha –
Albergaria dos Doze –
Alberge –
Albernoa –
Albisqueiros –

Albufeira – do árab. al- buhairâ, diminut. de “bahr” (mar, lago ou lagoa), significa “pequeno mar”, “ria”

Alburitel –
Alburquel –
Alcabideche – o mesmo que “Alcabideque”
Alcabideque - ver ”Alcabideche”. do árabe: “A Fonte”
Alcácer – árab. “Castelo”, “Palácio”. O mesmo que “Paço”

Alcáçova – árab. “aglomerado populacional dentro dos muros de um castelo” Alcáçovas – plural de “Alcáçova”

Alcafache –
Alcafaz –
Alcafozes –
Alcaide –
Alcainça – árab. “kaniça”: “a igreja”
Alcains – árab.: “a igreja”. Ver “Alcainça”
Alcainz (Gz.) (pronunc. “Alcainç”) – o mesmo que “Alcains”
Alcalar –
Alcambar – hidrónimo?
Alcanadas –
Alcanede –

Alcanena – do árab. “o templo”, “a igreja”. ver “Alcains”, “Alcainz”, “Alcañices”

Alcanhões –

Alcañices (Cast. -León) – ver “Alcains”, “Alcainz”, “Alcanena”: “as igrejas”

Alcântara – árab. “al-qântara”: “A Ponte”

Alcantarilha – árab. “al-qântara” + sufix. diminut. castelh. “illa”: pontinha

Alcaria – árab. “aldeia” (de gente muçulmana). o mesmo que “Caria”

Alcaria Alta – topónimo híbrido (árabe + português) - "aldeia elevada"
Alcaria Longa –
Alcaria Ruiva –
Alcarias –
Alcarrache, Ribeira de –
Alcarraques – do árab.: "a (aldeia) dos que fazem alpergartas"
Alcoa, rio – por “Rio O Côa”?

Alcoba – árab. “alqúbba”: “a cúpula (de um templo do sol). vem do pelvi “gumbad”

Alcobaça –
Alcobaça (a do concelho de Monção) –
Alcobertas –
Alcochete – árab. “o Forno”
Alcoentre –
Alcofra – hidrónimo
Alcoitão –
Alcongosta –
Alcorochel –
Alcórrego ou Alcôrrego–
Alcource – ver “Vala de Alcource”

Alcoutenejo - é hidrónimo. diminut. de "Alcoutim", com influência do castelh.

Alcoutim –
Aldán (Gz.) – o mesmo que “Aldão”
Aldão –
Aldeia –
Aldeia da Piedade –
Aldeia da Ribeira –
Aldeia das Dez – uma lenda esotérica tenta explicar este nome.
Aldeia da Serra -
Aldeia de Irmãos –
Aldeia de Palheiros –
Aldeia de Pingalhetes –
Aldeia do Bispo –
Aldeia do Mato –
Aldeia do Meco –
Aldeia do Meio –
Aldeia do Pico –

Aldeia Formosa – designação eufónica dada a uma “Punhete” de Seixo da Beira, no Séc. XIX, então já uma cacofonia. ver Punhete

Aldeia Fundeira –
Aldeia Galega de Merceana –
Aldeia Grande –
Aldeia Nova –
Aldeias –
Aldeia Velha – existe o topónimo "Cadima" com o mesmo significado
Aldeota (Br.) – diminut. de “aldeia”
Aldoar –
Alegrete –
Além –

Além do Rio - topónimo evidente, não define de onde é visto esse “além”

Além Tâmega -
Alencarce de Baixo -
Alencarce de Cima -

Alentejo – graf. correcta desc. nota: não é a Região conhecida por “Alentejo”

Alentejo – “para além do Tejo”. nome dado por gente do lado norte do Tejo, já que “além Tejo” fica a Sul. antes chamado “Antre Tejo e Odiana”

Alentisca – por “A Lentisca”? ou “Al-Lentisca”?
Alfafar – árab. “al-fahhãr”: olaria
Alfaião –
Alfaiatas -
Alfaiates -
Alfama – árab. “al-hamma”: Caldas, Termas
Alfambra –
Alfândega da Fé –

Alfarelos – dimin. plur. de “Al-Faro”: o farol (?). Sítio onde havia vigias ou atalaias que emitiam sinais luminosos (?). (pressupõe uma zona de fronteira?)

Alfarim –
Alfarrobeira –
Alfeite -
Alfeizerão –
Alfena –
Alféolas –
Alferce –
Alferrarede –
Alfornelo –
Alfornelos –
Alfouvar – árab. “al-fauwara”: “o bolhão”
Alfouvar de Baixo –
Alfoz (Gz.) –
Alfrivida –
Alfusqueiro – é um hidrónimo
Algaça –
Algar – árab. “al-gár”: “gruta”, “caverna”
Algar Seco –

Algarve – do árab. “al-garb”: “O Ocidente”, “O Poente”, em relação à Arábia
Algarvia (Aç.) - aldeia povoada por gente provinda do Algarve
Algarvias –
Algereu -
Algeriz -
Algés -
Algodor–
Algodres –
Algoz -
Algoz Velho -
Algueirão – árab. “al-guerame”: “a gruta”
Alhariz (Gz.) (graf. altern. “Allariz”) – "terras de Alarico". genitivo de antropónimo germânico
Alho –
Alhões –
Alhos Vedros –
Alhandra –
Alhavaite –
Alheira –

Alijó – diminut. femin. de “A Lixa”, confirmado pela existência do topónimo “Lijó”

Alinhada –
Aliviada -
Alívio -
Alhadas, Serra das –
Aljezur – árab.: “al-jezira” (a ilha) (?)
Aljubarrota –
Aljuriça –
Aljustrel –
Almaça –
Almaceda –
Almada – árab. “al-Ma’din: “A Mina”

Almada do Ouro – topónimo híbrido que significa “a mina” do ouro

Almadanim – do árab. “al-ma’din”?
Almádena – o mesmo que “Almada”
Almadoira – o mesmo que “Almada do Oiro”
Almagreira –
Almalaguês – considerar: “Al-Malaguês”
Almancil – graf. correcta “Almansil”?
Almansôr –
Almargem – árab. “al-marge”: “o prado”
Almarginho – árab.: “o prado”(diminuit.híbrido)
Almarjão – árab. “al-marge”: “o prado” (aumentat.)
Almas da Areosa –
Almear –
Almeda do Gamonal – ver “Gamonal”
Almedina – árab.: “A Cidade”
Almegue – árab.: “poço”?
Almeida – árab. “al-mã’ida” ( mesa, meseta) : zona planáltica
Almeijoafras –
Almeirim –
Almenara (Br.) - árab.: "O Farol"
Almendra –
Almoçageme – árab. “al-mesjide”: “a mesquita”
Almodôvar – árab.: “O Redondo”
Almofala –
Almograve –

Almoinha – árab.: casal agrícola com especial vocação para exploração hortícola

Almoinhas – ver “Almoinha”
Almorquim –

Almoster – árab. “al” + lat. mediev. “monasterium” : “mooster”: “O Mosteiro”

Almourol – híbrido de árab. “al” + “mourol”? nesse caso, ver “Mouronho”, “Morouços”, “Môrro”, “Morreira”, “Mora”, “Moura”: “O Rochedo”?

A Lomba (Gz.) –
Alombada – por “A Lombada”?

Pateira



"Pateira" (pronunciar pàteira) aparece em Portugal e na Galiza. refere-se a um pântano, charca ou paúl. é o paraíso do pato bravo, uma ave-de-arribação agora debaixo de olho das autoridades (por ser potencial portadora de H5N1).
o pato tem aquela patusca compulsão para seguir. não lhe apetece nadar nem voar sozinho. a imaginação não lhe dá para mais: para onde vai o primeiro tem de ir o segundo.
estranha psique tem o pato.
há "Pateira" simples e composta. destas, a mais conhecida é a "Pateira de Fermentelos", na região de Aveiro.

topónimos relacionados com o pato:

Ilha dos Patos (Br.)
Lagoa dos Patos (Br.)
Patã
Pataias
Pateira (Pt. e Gz.)
Pateira de Fermentelos
Pateiras
Patos (Pt. e Gz.)
S. João dos Patos (Br.) - ver post





sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra A

começo hoje a publicação dos topónimos galego-portugueses e brasileiros por ordem alfabética, de acordo com a minha base de dados, resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa.

TOPÓNIMOS:

de Aag- a Aju-:

A Agra (Gz.) – ver "Agra"
A Antela (Gz.) – diminut. de "Anta"
A Arnóia (Gz.) – ver “Arnóia”
Abação –
Abaças –
Abad (Gz.) – é hidrónimo
Abade (Gz.) – é hidrónimo

Abade de Neiva – ver “Abad”. é, provavelmente, um pleonasmo: "rio de rio"

Abades (Gz.) –
Abadia (Pt. e Gz.) – como hidrónimo ver "Abade". na Andaluzia é "Badia"
Abadim (Pt. e Gz.) – cf. “Abadiño” (Euskadi)

Abadín (Gz.) – o mesmo que “Abadim"
Abaira (Gz.) – que relação com "Beira"?
Abalde (Gz.) –
Abalea (Gz.) – que relação com topónimos como “Atouguia da Baleia”?
Abambres –
A Baña (Gz.) –
A Bola (Gz.) –
A Barca (Gz.) – ver “Barca”A Bola (Gz.) –
Abeção –
Abegoaria – local onde se pratica actividade rústica e se cria e guarda gado
Abela –
Abelaira (Gz.) - o mesmo que "Abeleira"?
Abeleira (Gz.) – o mesmo que “Abelheira” e “Aveleira”
Abelheira – o mesmo que “Aveleira

Abessadinhas – por “Avessadinhas”, diminut. de “Avessadas”?
ver “Abaças”, “Abeção"
Abicada –
A Biqueira (Gz.) -
Abitureiras –
Abiul –
Aboadela –
Abóboda –
Abobareira – o mesmo que “Aboboreira”?
Abobeleira – o mesmo que “Aboboreira”?
Aboboreira – cf. “Abobareira” e “Abobeleira”
Aboim –
Aboim das Choças –
Aboim da Nóbrega –
Aborim –
Abotoreira – o mesmo que “Abitureira”?
Abrã –
Abragão –
A Branca – vem do indo-europeu pré-romano“Avranca”. ver “Branca”
Abrantes –
Abraveses (pronunc. “Abravêses”) – por “Abravezes”?
Abravezes –
Abreiro –
Abreu –
Abrigada –
Abrunhal –
Abrunheira –
Abrunheiro Pequeno –
Abrunhosa –
Abrunhosa-a-Velha –
A Buraca (Gz.) – ver “Buraca”
A Cal (Gz.)
A Calçada (Gz.) - graf. alternativa "A Calzada"
A Camboa (Gz.)
A Cañiza (Gz.) –
A Capela (Gz.) –
Acedre (Gz.) -
Aceredo (Gal.) – o mesmo que “Azeredo”. que relação com “Ázere"?
Acernada (Gz.)
Achada
Achadas –

A Chaira das Corças (Gz.) (graf. altern. “A Chaira das Corzas”) – ver “Cheira”

Acheira – por “A Cheira”?
Achete –
A Chousa (Gz.) - ver "Chousa"
Acipreste –
A Cividade (Gz.) – ver “Cividade”
Açor - é orónimo
Açor, Serra de – pronunc. Açôr”
Açoreira –
Açores – nome associado a serranias
Açores, Arquipélago dos –
A Coroa (Gz.) - (povoado no alto?)
A Corunha (Gz.) (grafia altern. “A Coruña”) –
Açoteias –
A-da-…, A-de-…, A-dos-… – “A aldeia de (da, dos) …

Adães - patronímico germânico do antropónimo germânico "Athals" ("nobre")

A-da-Gorda -
A-da-Maia – na zona de Lisboa deu "(a) Damaia
Adão - ver "Ribeira (de) Adão"
A-da-Pêrra -
Adaúfe –
A-da-Velha –
Adémia
Adémia de Baixo
Adémia de Cima
Adiça –
Adinho, ribeira de – diminut. de “Adão”
Adoalho – ver “Adualho
Adões –
A-do-Pinto –
Adória –
Adorigo –
A-dos-Cunhados -
A-dos-Francos -
A-dos-Ferreiros -
A-dos-Loucos –
A-dos-Negros –
A-dos-Potes
A-dos-Pretos -
Adou de Baixo
Adou de Cima -
Adoufe –
A-do-Vreixa (Gz.)
Adrão –
Adro Velho –
Adualho –
A Esfolada (Gz.) –
A Estrada (Gz.) –
Afeiteira - está por "A Feiteira"?
Afife –
A Fonsagrada (Gz.) –
Afonsim –
Afonsoeiro – graf. correcta desconhecida (“A Fonte do Soeiro"?)
Afonsos
A Frangueira (Gz.) – o mesmo que “Franqueira”?
Afurada – por “A Furada”?
Agadão –
Agêda –
Agilde –
Agodim - ver "Agudim"
Agolada (Pt. e Gz.)–
Agolada de Cima –
Agra

Agrela – diminut. de “Agra”. mas também é orónimo: neste caso, estará por "Arguela"?

Agrêlo - diminut. de "Agro"
Agrelos – diminut. plur. de “Agro”
Agro –
Agroal –
Agrobom
Agrochão – o mesmo que “Agro Chão” ou agro plano
Aguada – de “água”
Aguada de Baixo –
Aguada de Cima –
Aguadalte –
Água d'Alto (Aç.) -
Água de Madeiros –
Água de Pau (Aç.) -
Água de Peixes –
Água Derramada - será "de Ramada"?
Água Levada – hidrónimo
Água Longa –

Aguapey, Rio (Bras.) – tupi-guarani.: aguape (nenúfar)+ y (rio): rio dos nenúfares

A Guarda (Gz.) – graf. altern. "A Garda"
Água Revés –
Águas –
Águas Belas –
Águas Boas –
Águas de Moura –
Águas de Verão –-

Águas dos Fusos -
Águas Frias –
Águas Santas – diz-se de fontes em que a água tem propriedades curativas
Águas Vivas –
Aguçadeira – ver “Aguçadoura”
Aguçadoura –
Aguda –
Agudim -
A Gudinha (Gz.) – graf. altern. “A Gudiña”
Águeda
Agueiro – de “água”
Agueiros – de “água”
Aguiã –

Aguiar – lat. “aquila” : águia – “aguial”: “sítio de águias”. o mesmo que “Shkiperia” (Albânia)

Aguiar da Beira –
Aguieira – de “água”
Aguieiras –
Aguim – de “água”
Agunchos –
Aiana –
Aiana de Cima –
Aiba (Br.) -
Aiolos –
Airães –
Airão, S. João de –
Airoá (Gz.) -
Aivados –
Ajuda -
Ajuda da Bretanha -

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

O Carvalho Toponímico


em Toponomástica, "Carvalho" provém da raiz kar-, que para Rostaing (1965) é de origem pré-indo-europeia e significa "rochedo". há topónimos em "Car-" por esta Europa fora que, de facto, se referem a "pedras". é o caso de Carrara (It.), a terra do mármore. este "Car-", ou "Car-b-", está tamém na origem de topónimos em "Cabr...".
mas Amaral e Amaral (2000) acham que cara- deriva do antigo europeu e significa "alto", dizendo, por outro lado, que karregg- é celta e significa "pedra".
a verdade é que o topónimo "Carvalho" ou "Carbalho" já se escreveu Carbalio, Karualio, Karuallo ou Carualio.
e também é verdade que os "Carvalhos" que eu conheço se colocam, em geral, em ponto alto e dão nome a um ou outro pino pedregoso de importância menor. são parentes do "Caramulo" e da "Carapinha".
quanto ao celta karregg- , aparece em Carregal, Carregosa, Carregosela e afins, designando locais mais pedregosos do que altos.

Machado (2003) aceita que "Carvalho" seja a árvore "carvalho", no que eu não creio, porque, tratando-se de uma estirpe vulgar no tempo em se dava o nome às terras, não tinha relevância que chegasse para tantos topónimos. seria como chamar "Coqueiro" a tantas outras terras no Brasil.
mas é como a história de "Pinheiro", "Figueira", "Aboboreira", etc, de que já tratei: não dão nome às coisas, absorbem o nome de outras coisas. nem fitónimos são.

a coisa muda de figura se se tratar de mais que um carvalho. um grupo de carvalhos de bom porte já pode ser suficientemente distintivo para dar nome a uma terra. talvez "Carvalheda", que tem conotação colectiva, signifique um "bosque de carvalhos".

a verdadeira, velha e digna árvore carvalho é outra coisa: era a morada de Bellenos, a manifestação da divindade celta que reunia as características do Apollon dos gregos. que, para Chevalier e Gheerbrant (1969), "sintetiza em si inúmeros opostos que sabe dominar, perfazendo um ideal de sabedoria. realiza o equilíbrio e a harmonia dos desejos sem suprimir as pulsões humanas, orientando-as, antes, para uma espiritualização progressiva, graças ao desenvolvimento da consciência". esse Bellenos pode estar na origem de topónimos como "Beleño" (Esp.) , "Belém" de Lisboa e talvez "Bèlinho" ou Beliño".

exemplos de topónimos "Carvalho" e derivados ou do mesmo grupo:

Cabral -
Cabrão - hidrónimo: "rio Cabrão"
Cabras - hidrónimo: "ribeira das Cabras"
Cabreira (Pt. e Gz.) -
Carbalhinho (Gz.) - ainda se pode encontrar a grafia "Carballiño"
Carbalho (Gz.) - ainda se pode encontrar a grafia "Carballo"
Carvalha
Carvalhas
Carvalheda - (?)
Carvalheira

Carvalhelhos - diminutivo de "Carvalhos". influência do bable asture-leonês

Carvalhido
Carvalho
Carvalhos
Carvalhosa

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Seara, Senra, Serna e derivados

diz-me Alvarellos (3ª ed., 1951) que "senra" é "uma herdade ou porção de terra de cultivo". e diz-me tamém que "serna" é "o trabalho de cultivo gratuito a que os vassalos estavam obrigados, na Idade Média, nas terras dos seus senhores". daí, infiro eu, "terra sernada" ou "terra assernada" ou "acernada". por seu turno, Ballester (1997) diz-me que "serna" é o mesmo que a "senra" galego-leonesa e a "seara" galega, isto é, deriva da palavra latina "senara" cujo significado aproximado é "porção de terra de semeadura". Machado (3ª ed., Vol. 3, 2003) acha que "senra" provém de "serra". pelo que conheço do mundo rural, vou por Alvarellos e Ballester. nem sempre a autoridade mais académica tem razão, e nem os académicos dignos desse nome têm semelhante pretensão ou pesporrência (como diz o outro). se assim não fosse, o estudo da Toponomástica portuguesa teria acabado em Leite de Vasconcelos, em Piel ou na Enciclopédia Luso-Brasileira.
embora muito pela rama, já tinha abordado o tema deste post noutro local.
a questão tem consequências na grafia. a verdade é que estes vocábulos têm mudado, um tanto misteriosamente, a sua grafia, alternando o S com o C inicial. o mesmo se passa com Serzedo, Serzedelo, Seide. e o mistério reside em que "c" era um som bem diferenciado de "s".
o mesmo Machado (ibidem) diz que "cernada" vem de "cerna", que significa "seara".
pode haver aqui uma confluência de palavras parecidas mas diferentes, para significados que o tempo confundiu.


Acernada (Gz.)
Lugar da Senrinha

Macieira de Sarnes - muito curiosa, a sua relação com "Sernache"... mas a ligação "Sarnes" - "Sernache" talvez não passe de uma coincidência. "Sal-" e "Sar-" são partículas ligadas à hidronímia. ver post.

Mateira de Sarnes - a mesma questao de "Macieira de Sarnes"
Quinta da Senra
Rua da Senrinha
Sarnada
Sarnadas
Sarnadinha

Seara (Pt. e Br.) - na do Brasil (SC) situa-se o maior museu de insectos de todo o mundo

Seara de Poiares
Seara Velha
Senra
Senrinha
Sernache dos Alhos - tamém conhecida apenas por "Sernache"
Sernache do Bonjardim
Sernada - também aparece com a grafia Cernada (Pt. e Gz.)
Sernada do Préstimo
Sernada do Vouga
Sernadas - também aparece com a grafia Cernadas (Pt. e Gz.)
Sernadela - também aparececom a grafia Cernadela (Pt. e Gz.)
Sernadelo
Sernadinho
Sernelha



domingo, 4 de fevereiro de 2007

Linhares


pode dizer-se que nasci entre cultivadores do linho. em casa dos meus avós maternos toda a gente sabia tudo sobre o linho e todas as mulheres trabalhavam nele, desde a pré-fiação à tecelagem, costura e bordo. vivi a minha infância entre lençóis, toalhas e bordados de linho.
ainda há por lá os restos de teares, dobadouras, fusos, rocas, sei lá. veio depois a popline, o algodão, a fibra têxtil. o cultivo do linho foi decaindo por falta de procura, reservado para fins e ocasiões especiais.
vem isto a propósito dos topónimos "Linhares" e aparentados.

"linhares" ou "linhais" são campos de cultura do linho. presupõem as condições necessárias para o desenvolvimento do cultivo dessa planta (abundância de água e temperaturas baixas). o topónimo ocorre no singular, no plural e no diminutivo. no Brasil existe a cidade de Linhares (ES) - ver Comentº Jolorib. é topónimo frequente na Península Ibérica, aparecendo em lugares muito afastados de Portugal e da Galiza, sob a grafia castelhana "Liñares". "linhar" e "linhares" são as formas mais galaico-durienses, enquanto "linhais" aparece mais no Ribatejo, Alto Alentejo e Algarve.

Campo dos Linhais
Linhais
Linhais da Serra
Linhar - o mesmo que "linhal" (campo de cultivo do linho)
Linhar da Escola
Linhar da Peixota
Linhar de Pala
Linhar do Carrezido
Linharelo - diminutivo de "Linhar"
Linhares (Pt., Gz. e Br.)
Linhares da Beira
Linharinho (Gz.) - diminutivo de "Linhar"
Linharinhos (Gz.)
Linheira (Gz.)
Linheiras (Gz.)
Linheiro (Gz.)
Porto do Linho (Gz.)
Quinta do Linhais
Ribeira de Linhais
Rua do Linhar



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Toponímia Galego-Portuguesa e Brasileira faz Escola






iniciou-se em 1 de Dezembro de 2006 a publicação do blogue deaveiroeportugal dedicado à toponímia.
surgiria, assim - pensava eu -, a possibilidade de um frutuoso e são confronto de ideias, em matéria onde sobram opiniões e escasseiam certezas.
mas o que veio a seguir foi uma linda surpresa. Toponímia Galego-Portuguesa e Brasileira (TG-PeB) passou a contar com um brilhante e esforçado discípulo: as postagens seguem de perto os artigos aqui publicados, com uma constância deveras honrosa. e , ao contrário das opções editoriais de TG-PeB, vêm seguidas de profusa bibliografia, para elucidação de eruditos estudiosos da matéria.
bibliografia essa que, como não podia deixar de ser, é conhecida de TG-PeB.





quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Cabeças, Cabecinhas, Cabeços e Cabeçudos



"Cabeças", derivados e compostos são topónimos que se referem ao cume ou à cumeada de uma grande quantidade de montes e montanhas secundárias de Portugal e da Galiza. muitas destas "cabeças" e "cabeços" são, como já vimos, motivo e objeto de veneração popular numa atmosfera de religiosidade pagã. são as "cabeças santas", as "santas da cabeça", os "cabeços santos", etc., que continuam cultos ancestrais, já anteriores aos romanos, como é o caso de "larouco", "senhora da peneda", "senhor da serra" e assim por diante.


Cabeça (Pt. e G.)
Cabeçadas (Pt. e Br.) - significa "várias cabeças"

Cabeça Gorda - "gorda" no sentido de "avantajada", como as que existem na Andaluzia ("Cabeza Gorda")

Cabeção (Pt. e Gz.) - na Galiza: "Cabezón" ou "Cabeçom", sem grande ou nenhuma alteração da oralidade

Cabeceira (Pt. e Gz.)
Cabeceiras
Cabeceiras de Basto
Cabecinha - diminutivo de "cabeça"
Cabecinho - diminutivo de "Cabeço"
Cabeço
Cabeço da Mina
Cabeço das Fráguas
Cabeço de Vide
Cabeço do Fogo
Cabeço do Soito
Cabeço do Vouga

Cabeço Santo - em S. Mamede, Lorvão, Penacova; na freguesia de Belasaima, Águeda

Cabeço Verde


quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Pinheiros e Pinhais



já falei de "Pinheiro" no post Tem Nome de Árvore Mas Não É Árvore.
aí, "Pinheiro" significava "no cimo", "no alto", "no pino" ou, sob a forma de adjectivo, "cimeiro". aqui aparece como fitónimo, sob a forma de substantivo comum singular ou plural , indicando a árvore desse nome, ou do substantivo colectivo "pinhal" ou "pinheiral". ao contrário dos "pinheiros" e "pinhões" anteriores, aqui é fácil descobrir a razão do nome.
neste sentido fitonímico, os topónimos "pinheiro", "pinhal", "pinheiral" são muito mais frequentes em Portugal e no Brasil do que na Galiza.


Araucária (Br.) - árvore, araucaria brasiliensis, agora araucaria augustifolia, da família "Pinheiro", muito frequente no Brasil. também chamada "pinheiro do Paraná"

Curitiba (Br.) - em língua tupi-guarani significa "muitos pinheiros", "pinhal", "pinheiral". ver post

Espírito Santo do Pinhal (Br.)
O Piñeiral (Gz.)
Pinhal
Pinhalão (Br.)
Pinhal da Serra (Br.)
Pinhal de Baixo
Pinhal de Cima
Pinhal de Coina
Pinhal de Frades
Pinhal de Leiria

Pinhal de Marrocos - nesta zona da cidade de Coimbra se instalou o Pólo II da Universidade

Pinhal de São Bento (Br.)
Pinhal do Concelho
Pinhal do Inglês
Pinhal do Monte
Pinhal do Rei
Pinhal Grande (Br.)
Pinhal Novo
Pinhal Redondo
Pinhalzinho (Br.)
Pinheiro do Marco
Pinheiro Manso
Pinheiral (Br.)
Pinheiros Altos
Ribeirão do Pinhal (Br.)
Santo Antônio do Pinhal (Br.)
São José dos Pinhais (Br.)
Três Pinheiros (Pt. e Br.)



segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Fajã, Fajão, Fajões



"fajã" é uma pequena chã ou terreno plano muito adaptável à agricultura, que se formou por quebradas ou por deposição de detritos junto à foz de ribeiras. é muito frequente nos Açores (Aç.), Madeira (Md.) e Cabo Verde (CV), onde o vulcanismo favoreceu a formação de montes abruptos de onde penderam ou desceram as terras que deram origem a estas leiras.
a origem da palavra "fajã" é desconhecida. existem em Portugal Continental (Ct.) os topónimos "Fajão" , "Fajões" e "Fajó", cuja relação com "Fajã" não é certa.
as "Fajãs" insulares estão quase todas voltadas para o mar, embora algumas, poucas, possam estar orientadas para o interior da ilha. neste caso, as "Fajãs" confundem-se com as "Achadas", de que já falei noutro post.
há quem queira que "fajã" provenha de "faixa chã", coisa que não me convence.

Fajã d'Água (CV)
Fajã da Areia (Aç.)
Fajã da Caldeira (Aç.)
Fajã da Nogueira (Md.)
Fajã da Ovelha (Md.)
Fajã da Praia (Aç.)
Fajã das Almas (Aç.)
Fajã de Além (Aç.)
Fajã de Baixo (Aç.)
Fajã de Cima (Aç.)
Fajã de Domingas Bentas (CV)
Fajã de João Dias (Aç.)
Fajã de Lopo Vaz (Aç.)
Fajã de Santo Cristo (Aç.)
Fajã de S. João (Aç.)
Fajã de Vasco Martins (Aç.)
Fajã do Calhau (Aç.)
Fajã do Ginjal (Aç.)
Fajã do Mar (Md.)
Fajã do Ouvidor (Aç.)
Fajã do Penedo (Md.)
Fajã do Sanguinhal (Aç.)
Fajã dos Cubres (Aç.)
Fajã dos Padres (Md.)
Fajã dos Tijolos (Aç.)
Fajã dos Vimes (Aç.)
Fajã Grande (Aç.)
Fajã Isabel Pereira (Aç.)
Fajanzinha ou Fajãzinha (Aç.)
Fajão (Ct.) - situada "numa espécie de concha rodeada de montanhas"
Fajã Pequena (Aç.)
Fajã Rasa (Aç.)
Fajã Redonda (Aç.)
Fajó (Pt. e Gz.) - parece o diminutivo de "Fajã".
Fajões (Ct.)
Ponta da Fajã da Madeira (Aç.)
Praia da Fajã (Aç.)


sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

A Santa Natureza

aqui é a Natureza, pura e simples, ou algum aspecto particular da Natureza, que merece o qualificativo de "santa" ou "santo": pode ser um monte, um vale, uma fonte, enfim, algo que merece respeito, reserva e, eventualmente, culto. não no sentido que hoje é comum de uma religião extra-natural, mas de uma visão da Natureza impregnada do sagrado. numa só palavra, uma visão Pagã, panteísta, do Universo. esta veneração ou divinização da natureza manifesta-se também sob a forma de "senhora" ou "senhor", como a "Senhora da Peneda", a "Senhora da Lapa", o "Senhor da Serra", etc. já me referi a esses topónimos noutro local.

exemplos:

Água Santa
Águas Santas

Augas Santas - forma oral de "Águas Santas", própria do norte de Portugal e da Galiza

Cabeça Santa - já me referi, noutro post, às cabeças santas, que, em alguns casos, evoluiram para "santas da cabeça" (ver "Santa Eulália", "Santa Quitéria", ...)

Cabeço Santo - o mesmo que "Cabeça Santa"
Fonte Santa
Moita Santa
Monsanto
Vale Santo




quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Chousas e Devesas - uma vez mais a ruralidade



é impressionante o peso da ruralidade na topononímia galego-portuguesa, e europeia em geral, traduzindo a longa supervivência da civilização saída do modelo de sociedade dito "neolítico". "chousas" e "devesas", simples, compostas e derivados, abundam no espaço galego e norte-português, indicando terrenos cercados, mas sem indicação de pertença individual ou familiar.
"chousa" é a evolução galego-portuguesa do latim clausa, isto é, "fechada", "encerrada", "cercada".
"por sua vez,"devesa" é uma idêntica evolução do latim defensa, quer dizer, "proibida", "interdita", "demarcada", "cercada", um souto ou uma carvalheira, um terreno fechado com árvores ou com pasto para o gado. ao fim e ao cabo, parece tratar-se de sinónimos, com a ressalva de que sinónimos só existem dentro de cabeças preguiçosas.
"devesa" encontra-se em França sob as formas "Devèze" e "Ladevèze".
em nenhum dos casos se refere ou indica "quem" proíbe, quem cerca, quem demarca - como se se trate de uma propriedade mais colectiva que individual ou familiar. há, claro, algumas excepções, como a "Chousa do Fidalgo", "Chousa do Henrique", e eventualmente outras.

exemplos:

A Chousa (Gz.)
Bairro da Chousa
Chausela - diminutivo de "Chausa", forma evolutivamente anterior de "Chousa"

Chousa (Pt. e Gz.)
Chousa das Agras (Gz.)
Chousa de Baixo
Chousa de Cima
Chousa de Soutelo (Gz.)
Chousa de Volta - será "Chousa Devolta"?
Chousa do Fidalgo
Chousa do Henrique
Chousa do Vale Caseiro
Chousa Nova
Chousas (Pt. e Gz.)

Chousa Velha (Pt. e Gz.) - na Galiza pode aparecer sob a grafia "Chousa Vella", sem alteração da oralidade

Chousela (Pt. e Gz.)

Chouselas - creio não andar longe da verdade se disser que "Souselas", anteriormente "Sauselas", é uma variante dialectal de "Chauselas" / "Chouselas". significaria, então, um conjunto de pequenos quintais ou de pequenas chausas ou chousas, o que parece mais de acordo com o local do que qualquer das explicações alternativas - que, aliás, não são muitas nem muito elucidativas. não sei quem escreveu isto, mas vejo que teve a mesma ideia que eu.

Chouso" (Pt. e Gz.)
Cruz de Chousa (Gz.)
Debesa (Gz.)
Devesa (Pt. e Gz.)
Devesas
Deveseira
Devesela (Gz.) - diminutivo de "Devesa"

Devesinha (Pt. e Gz.) - diminutivo de "Devesa". na Galiza pode encontrar-se a grafia "Devesiña", sem qualquer alteração da oralidade

Devesinhas
Entredevesas
Pia da Chousa
Quinta da Chousa
Rechousa
Vale da Chousa



quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Agra, Agrela, Agro - ainda a ruralidade na toponímia

trata-se de topónimos comuns à Galiza e a Portugal. "Agra" significa "campo", lavrado, mal lavrado ou por lavrar. "Agro" tem mais a conotação de "campo lavrado". são muitos os aumentativos, os diminutivos e os derivados e compostos de um e de outro

Agra (Pt. e Gz.)
Agra da Portela
Agra do Amial
Agra do Castro
Agrafonte
Agraínhas - diminutivo da "Agras"
Agrão - aumentativo de "Agro"
Agra Velha
Agrela (Pt. e Gz.) - diminutivo de "Agra"
Agrêlo (Pt. e Gz.)- diminutivo de "Agro"
Agrelos (Pt. e Gz.)
Agriboa - (?)
Agro
Agroal
Agrobom
Agrochão - significa "campo plano"
Agrocovo
Agro de Baixo
Agro de Cima
Agro de Garcia (Gz.)
Agro de Meios
Agro de Moinhos
Agro de Monteiros (Gz.)
Agro de Nogueira (Gz.)
Agro de Rolo (Gz.)
Agrolongo -
Agromau
Agromorto
Agros (Pt. e Gz.)
Agro Velho
Alminhas da Agra
Areal da Agra
Campo da Agra - é um pleonasmo: "campo do campo"
Chousa das Agras (Gz.)
Quinta da Agra - é tamém um pleonasmo


segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Um Problema com os Comentários

por razões que desconheço, tem sido impossível postar Comentários neste blogue.
alguns leitores têm optado por fazê-lo via e-mail.
outros, simplesmente, enviam-me e-mails dando-me conta da situação.
sou o primeiro a lamentar o que está acontecendo, já que os Comentários são a energia deste pequeno trabalho.
coisas do blogger?

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Foz de...



a palavra "Foz ", que designa a desembocadura dos rios num rio de importância imediatamente superior ou no mar, significa originariamente "boca". nem todas as fozes são importantes em Toponomástica, pois a toponímia depende, antes do mais, do estabelecimento, fixação e desenvolvimento de uma dada população. em inglês, as fozes dos rios designam-se "Mouth" (boca) e dão também lugar a um grande número de topónimos, como "Plymouth", "Portsmouth", etc.


Figueira da Foz - sobre "Figueira" ver post
Foz (Gz.)
Foz Côa
Foz do Arelho - sobre "Arelho" ver post
Foz do Caneiro
Foz do Cobrão - sobre "Cabrão" e "Cobrão" ver post
Foz do Dão
Foz do Douro - também conhecida apenas por "Foz"
Foz do Iguaçu (Br.)
Foz do Lisandro - sobre "Lisandro" ver post
Foz do Neiva - sobre "Neiva" ver post
Foz do Sousa

Fuzeta - de "Fozeta": diminutivo de "Foz" (no caso, da Ribeira do Tronco)



terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Campos e Lezírias

uma "lezíria" é um campo plano formado pela deposição de sedimentos de um lado e de outro de um rio e, habitualmente, inundado por cheias sezonais. é um termo meridional, mais frequente na bacia do Tejo e do Sado. no Ribatejo, o termo "lezíria" pode ocorrer em alternativa com "campo" e "borda d'água". há quem defenda que "lezíria" provém do árabe "al-jazira" - "a ilha" -, o que não me parece muito conforme à realidade dos terrenos, que são alagadiços mas não são cercados de água. em certo sentido, se ocorressem mais a norte, estes campos bastante extensos chamar-se-iam "campo" (exemplo: "os campos do Mondego"), "veiga" ou "várzea" - ver post anterior.


Campo da Ribeira (Gz.)
Campo das Fontes (Gz.)
Campo de Besteiros
Campo do Bolo (Gz.)
Campo do Lago (Gz.)
Campo Grande
Campo Maior
Campo Pequeno
Campo Redondo
Campos
Camposancos (Gz.)
Ciôga do Campo - sobre "Ciôga" ver post

Esteiro da Lezíria - este topónimo algarvio é curioso, já que dá a entender que o "esteiro" se formou na "lezíria", e não o inverso

Figueiró do Campo - sobre "Figueiró" ver post
Lezíria
Lezíria do Tejo
Lezíria Grande
Pereira do Campo - sobre "Pereira" ver post
Ponte da Lezíria
Reveles do Campo
São João do Campo
São Martinho do Campo
Vila Pouca do Campo - sobre "Vila Pouca" ver post
Zouparria do Campo - sobre "Zouparria" ver post


segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Veigas e Várzeas




"Veiga" e "Várzea", ou "Vargem", são campinas ou terrenos férteis e planos que ladeiam o curso de rios. em geral, a "Várzea" é mais aberta e ampla, enquanto que a "Veiga" se situa mais em vales relativamente profundos. são palavras pré-latinas, significando "veiga" um "terreno que costuma ser inundado", enquanto "várzea", no seu sentido original, se refere ao depósito de sedimentos arrastados pelo rio. "Várzea" é mais frequente em Portugal e no Brasil, enquanto "Veiga" ocorre por igual de um lado e do outro do rio Minho.


A Baxe (Gz.) - variante de "A Varcia" ou "A Várzea"
A Veiga de Ançós (Gz.)
Barranco da Cruz da Várzea
Cabo da Veiga (Gz.)
Campo da Várzea
Casal da Veiga
Monte da Várzea
Outeiro da Várzea
Quinta da Várzea
Quinta da Veiga

Rairiz de Veiga (Gz.) - a primeira parte do topónimo, "Rairiz", refere-se a um genitivo de um proprietário germânico
Várzea Cova
Várzea d'Abrunhais
Várzea da Serra
Várzea de Candosa
Várzea de Mesiões
Várzea do Douro
Várzea do Homem
Várzea do Itaí (Br.) - sobre "Itaí" ver post
Várzea do Poço (Br.)
Várzea do Rio (Br.)
Várzea dos Amarelos
Várzea dos Cavaleiros
Várzea do Tietê (Br.)
Várzea Grande
Varziela - diminutivo de "Várzea"
Veiga

Veiga da Mira - neste local, no concelho de Caminha, existe uma ponte romana

Veiga de Abaixo (Gz.)
Veiga de Arriba (Gz.)
Veiga de Penso
Veiga de Pontelinhares (Gz.)
Veiga do Lila
Veigas
Veiguinha