domingo, 1 de abril de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra M (2)

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)

Mei- a Mux-

Meitriz –
Meixede –
Meixedo - pronunc. “Meixêdo”
Meixomil –
Melada –
Melarezes –
Meles –
Melgaço –
Melga de Baixo –
Melga de Cima –
Melhe –
Melide (Gz.) –
Melides –
Melo –
Melres –
Melriça –
Mem Martins – topónimo árabe? graf. correcta desc.?
Mem Moniz – graf. correcta desconhecida
Mendro - orónimo. em "Serra de Mendro"
Mengos –
Mente, rio
Mentiras –
Mentrestido –
Merelim –
Mértola –
Merufe –
Meruge –
Merujais –
Mesão –
Mesão Frio –
Mesas do Castelinho –
Mesía (Gz.) –
Mesío –
Mesquinhata –
Mesquita –
Mesquitela – diminut. de “Mesquita”
Messejana –
Messines - ver "S. Bartolomeu de Messines"
Messines de Baixo –
Mestra –
Mexilhoeira –
Mexilhoeira da Carregação –
Mexilhoeira Grande –
Mezio – o mesmo que “Mesío”?
Midões –
Mijarela - o mesmo que "Misarela".
Milagres –
Mil Ferreiros – graf. correcta desc.
Mil Fontes - em "Vila Nova de Mil Fontes" ou "V. N. Milfontes"
Milhadoiro (Gz.) - graf. altern. “Milladoiro”
Milhão – de "Emiliano": Milhano: Milhão. cf. Milano (Milão, It.)
Milharado –
Milhazes –
Milheiro –
Milheiros –
Milhouro –
Milreu –
Milriça - orónimo. o alto de Milriça é o "centro geodésico de Portugal"
Mil Rico – graf. correcta desc. : “Milrico”?
Mimosa –
Minas –
Minas Gerais (Br.) -
Minde –
Mindelo – diminut. de Minde (?)
Mineral –
Minho (Gz.) - graf. altern. “Miño” – este é na Província da Corunha
Minho (Pt. e Gz.) – desc. : “rio” (?). ver “Minhor”

Minhor (Gz.) - graf. altern. “Miñor”. relação co-etimológica com “Minho”

Minhoteira –
Minjoelho –
Mira - como hidrónimo ver "Rio Mira"
Mira d’Aire – atalaia ou vigia de ou para a Serra de Aire
Miragaia – vigia de frente para Gaia
Miramar –
Miranda – atalaia, vigia
Miranda do Douro -

Mirandela – pequena atalaia ou vigia, ou pequena Miranda em comparação com outra então maior: Miranda do Douro

Miro –
Misarela – o mesmo que "Mijarela".
Mistura de Águas –
Mizarela – está por "Misarela".
Mó –
Moanha (Gz.) - graf. altern. “Moaña”
Moçarria –
Mocejo –
Modelos –
Modivas –
Moeche (Gz.) –
Moel - ver "Muel"
Mofeda –
Mofreita –
Mogadouro – “Mog-“ + “Douro”(rio) (?)
Mogege –
Mogeiras –
Mogo –
Mogofores –
Mogor (Gz.) –
Mogueira –
Moimenta – do lat. “monumenta”, plural de “monumentum”
Moimenta da Beira –
Moimenta do Dão – ver “Dão”
Moimenta do Douro –
Moimentinha – diminut. de “Moimenta”
Moinhico – diminut. de “Moinho”, com infl. leonesa
Moinho Cubo –
Moinho da Velha –
Moinholas – diminut. femin. plur. de “Moinho” (?)
Moinhos –
Moinhos da Gândara –
Moinhos do Almoxarife –
Moita –
Moita da Serra –
Moita de Chipar –
Moitas –
Moitoitico (Mir.) – diminut. de “Moitoito”
Moitoito – ver “Montoito” e “Montouto”
Moldes –
Moleanos – o mesmo que “Molianos”
Moledo (Pt. e Gz.) -
Moledo do Minho -
Molelos – diminut. plur. de “Moles”
Molelinhos – diminut. de “Molelos”
Molianos – ver “Moleanos”
Molinico – diminut. (leon.) de “Molino”/ “Moinho”
Momporcão - ver “S. Lourenço de Momporcão”
Moncalva –
Moncarapacho –

Monchique - orónimo. em "Serra de Monchique". do árab. “Munt Sàquir”: “Montanha Sagrada”, "Monte Santo"

Mondão –
Mondariz (Gz.) – é tido por topónimo euskera: “mendi”+”aritz”
Mondim da Beira –
Mondim de Basto –
Mondonhedo (Gz.) – graf. altern. “Mondoñedo”
Mondrões –
Monfalim –
Monforte –
Monforte de Lemos (Gz.) –
Monfortinho – diminut. de “Monforte”
Moninho –
Monsanto – monte santo
Monsaraz –

Monsarros” – graf. exacta desconhecida: “Mons + Sarros”? ou “Mons” + “Arros”?

Monsul –
Montalegre - cf. “Portalegre”
Mont’Alto –
Montalvão – de “Monte” + “Alvão”:"monte-monte"
Montargil –
Montaria –
Montariol –
Monte Agudo –
Monteagudo(Gz.) – em "Ilha de Monteagudo"
Monte Boi –
Monte Branco –

Monte Brasil – ver “Brasil”. a existência deste topónimo na Ilha Terceira, Angra do Heroísmo, parece desmentir a tese habitual sobre a origem do topónimo “Brasil”, parecendo dar razão a quem defende que “Brasil” é um termo de origem celta que descreve a existência de um território mítico (Bre’asil) a Ocidente do Atlântico. além disso, Pedro Álvares Cabral chamou ao Brasil “Terra de Vera Cruz”, designação efémera mas que coloca uma questão associada à anterior: porquê “terra de VERA cruz”? Vera= verdadeira. ficamos sem saber a que VERDADEIRA cruz se referia. à Cruz Celta? nesse caso, a passagem do nome para “Brasil” compreende-se no seio da mesma tradição celta

Monte Calvo –
Monte Cavalo –
Montechoro - pronunc. “Montechôro”
Monte Córdova –
Monte da Catoura – cf. "Catoura" com "Catoira" (Gz.)
Monte da Encomenda – por “Monte da Comenda”?
Monte das Pitas –
Monte da Virgem –
Monte de Bois –
Monte de Goula –
Monte de Roma – por “Montederroma”? cf. "Montederramo"
Montederramo” (Gz.) –
Monte do Cerqueiro –
Monte do Pomar –
Monte Fidalgo –
Montefigo - orónimo. em "Serra de Montefigo"
Monte Gordo –
Montelavar –
Monte Molião –
Montemor-o-Novo –
Montemor-o-Velho –

Montemuro – por “Monte Mulo” (?) : “monte-monte”. em "Serra de Montemuro"

Montenegro –
Monte Negro –
Monte Novo – aqui está “Monte” no sentido de “Monte Alentejano”
Monteperobolso – o mesmo que “Monte Perobolço”
Monte Perobolço –
Monte Real –
Monte Redondo –
Monterredondo (Gz.) –
Monterrei (Gz.) –
Monte Rosso –
Montes –
Montes Juntos –
Monte Velho – ver “Monte Novo”
Montevez – também grafado “Monte Vez”
Monte Vez –
Montezinho - orónimo. em "Serra de Montezinho"

Montijo – infl. do castelh.: “montinho”. nota: chamado, até 1930, “Aldeia Galega do Ribatejo”

Montinho das Laranjeiras –
Montoito – o mesmo que “Montouto”
Montouto –
Mora - como hidrónimo ver "Ribeira de Mora". ver “Mira”
Morais –
Moreanes –
Moreira (Pt. e Gz.) – o mesmo que “moraria”: local de muitas casas/moradas
Moreira da Maia –

Moreira de Cónegos – povoado, hoje vila, pertença dos cónegos de Stº Maria da Oliveira (Guimarães)

Moreira de Rei – povoado pertença do rei
Moreiras (Pt. e Gz.) – plural de “Moreira”
Moreiró – diminut. de "Moreira"
Morgado –
Morouços – plural de “Morouço”: montículo de pedras
Morração – de “Môrro”

Morraceira – parece “porção de terra à superfície (do rio)”: "ilha fluvial"

Morreira – de “Môrro”
Môrro –
Môrro Grande (Br.) –

Mortágua – cf. franc. “Mortes Aïgues”: águas mortas, águas paradas, pântano

Mortazel –
Morumbi (Br.) – do tupi-guar.: “verde colina”
Mos (Gz.) –
Mós –
Mós de Rebordãos –
Mosca – se hidrónimo, cf. russo "(Rio) Moskva” de Moscovo
Moscavide – cf. “Mosca”
Moselos – por “Mozelos”?
Mosqueiro – cf. “Mosca”

Mosteirô- Pequeno Mosteiro: Monasterium: Moosteri + diminut. “olo”

Motrandão -
Motrinos –
Mouchão –
Mougás (Gz.) – Moura – raiz “Mor”: penedia
Moura da Serra – ver “Foz de Moura”
Moura Morta –
Mouramorta – ver “Santa Comba de Mouramorta”
Mourão –

Mouraria – aldeia, lugar ou bairro destinado aos Mouros após a “Reconquista”

Moure –
Mourela – diminut. de “Moura”
Mourelo – diminut. de “Mouro”

Mourigo - orónimo. em "Serra de Mourigo". do grupo "Mar-", "Mor-", “Mour-”, "Mul-", "Mur-": “penedia”

Mourinha -
Mourilhe – parece diminut. de “Moure”
Mourisca – "povoação ou estrada mourisca"
Mourisia –
Mouro - hidrónimo. em "Rio de Mouro"
Mouronho” – raiz “Mor”: penedia
Mouros - hidrónimo. em "Rio de Mouros". raiz "Mor-"
Mourosas –
Mourual –
Moutados –
Moutedo –
Mozelos - pronunc. “Mòzelos”

Mu - orónimo. em "Serra de Mu", ou "do Caldeirão". proto-indoeurop. (?): “Serra”. cf. MonteMURO, CaraMULO

Mucela –
Mucelão –
Mucifal – árab. “maçfal”: “(lugar) que está em baixo”

Muel - em "S. Pedro de Muel". o mesmo que “S. Pedro de Moel” (grafia correcta ?)

Mugardos (Gz.) -
Muge –
Muizela –
Mulher – cf. “Molelos”, Molelinhos”, “Mula”,“Mulo”, “Caramulo”
Mula – o mesmo que “Mu” ?
Mulo - o mesmo que "Mu"
Muna –
Mundão – por “Mondão”. cf. “Mondego” e “Manteigas”
Munhos –
Muradal - orónimo. em "Serra de Muradal"
Murça – o mesmo que “Múrcia” (Esp.)
Muralha –
Mures –
Múrias –
Muro (Pt. e Gz.) – local onde havia muro ou muros (ruínas)
Muros (Pt. e Gz.) - ver "Muro"
Murça – cf. Esp. “Múrcia”
Murçós – plur. femin. de “Murça”
Murganhal –
Murta –
Murtal –
Murtede - pronunc. “Murtêde”
Murteira –
Murtigão - hidrónimo. em "Ribeira de Murtigão"
Murtigas - hidrónimo. em "Rio Murtigas"
Murtinhal –
Murtinheira –
Muxagata –

sexta-feira, 30 de março de 2007

Lugo

Lugo é a cidade dedicada a Lugh, divindade solar celta que, na respectiva mitologia, chefiou os povos da deusa Dana - os Tuatha dé Danann - em luta contra Balor, personagem de um só olho (ciclope ?), rei dos Fomorii, os primeiros habitantes da Irlanda.
cidades tamém dedicadas a Lugh são as variantes Lyon (Fr.), Laon (Fr.) e Leyden (Ge.).
Lugo é a capital da Província Galega do mesmo nome, a de maior superfície e a de menor densidade populacional.
os Romanos fundaram a cidade de Lucus Augusti no ano 15 ou 14 a.C. em lugar sagrado dos celtas.

terça-feira, 27 de março de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra M (1)

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)


Mac-
a Mei-


Macalhona –
Maçã –
Maçada –
Maçaínhas –
Maçal do Chão –
Mação –
Maçãs de Caminho – "Mansões” ou ”Casas-Abrigo” no Caminho para Santiago
Maçãs de Dona Maria –
Maceda (Gz.) –
Macedo de Cavaleiros –
Maceió (Br.) –
Maceira –
Maceira do Lis –
Maceirinha – diminut. de “Maceira”
Maceirós (Gz.) – diminut. plur. de “Maceira”
Machada –
Machico -
Machio –
Machuqueira –
Macida –
Macieira –
Macieira da Maia –
Macieira de Alcoba –
Macinhata –
Maçoida –
Maçores – ver “Açoreira” e “Açores”
Madalena –
Madeira –

Madeira - também em "S. João da Madeira". neste caso, vem de "Mateira", "zona de mato"

Madre de Deus – preciosismo por “Madredeus”
Madredeus –
Madureira –
Madureirinha –
Mafamude –
Mafra –
Magalhães –
Magoito –
Magos –
Magos – em “Salvaterra de Magos”
Magueija –
Maia – tratada linguisticamente como se fosse “A Maia”, por isso deve ser substantivo
Maiorca –
Maiorga – o mesmo que Maiorca (?)
Mala – topónimo relacionado com a entrega de correio
Maladão –
Malafaia –
Malagueira – de “Málaga”. povoado de gente vinda de Málaga.
Malaposta - “local de paragem e pernoita da Malaposta” (Correio)
Malaposta do Carqueijo –
Malaqueijinho –
Malaqueijo –
Malcata - orónimo. em "Serra de Malcata"
Malga – o mesmo que "Málaga".
Malhada – cf. “Majada” (Cast. -León)
Malhada do Meio –
Malhada do Nazo –
Malhada dos Coelhos –
Malhadais –
Malhadoura –
Malhada Redonda –
Malhada Sôrda –
Malhada Velha –
Malhadita – diminut. de “Malhada”
Malhão – local onde há (havia) um montículo de terra para delimitar propriedade
Malhorio –
Malhou –
Malpartida –
Malpica (Pt. e Gz.) –
Malpica do Tejo –
Malta – freguesia pertencente à Ordem de Malta?
Malveira –
Malveira da Serra –
Mamarrosa –
Mamodeiro –
Mamouros –
Manaus (Br.) –
Mancelos – diminut. plur. de "Manços"
Maneixas –
Mangação –

Mange la Vaca – graf. correcta desconhecida. terminação “-vaca” como “Caravaca” (Esp.)

Manguita –
Manhedes –
Manhouce –
Manhufe - ver Comentºs
Manigoto –
Manique do Intendente –
Manizola –
Mansidão (Br.) –
Manta Rota - em "Praia da Manta Rota"
Manteigas - etnónimo? “terras da(s) tribo(s) do Munda”/“Mondego”
Maqueda –
Maranhão –
Maranhão” (Br.) –
Marão - orónimo. em "Serra do Marão". raiz “Mor”: penedia
Marateca –
Marchica – do antigo concelho de “Marachique”?
Marchicão – do antigo concelho de “Marachique”?

Marco – lugar onde está (va) um sinal de delimitação territorial
Marco de Canavezes –
Marco do Distrito –
Marco dos Pereiros –
Mareco –
Marecos –
Marés –
Margalho –
Margaride –
Margem –
Marianaia – de “al-meria”torre de vigia?
Maria Gomes – graf. correcta desc. ver “Marianaia”
Maria Pires –
Maria Queimada – ver “Marianaia”
Maria Santinhos – ver “Marianaia”
Maria Vinagre – ver “Marianaia”
Marinha da Guia –
Marinha das Ondas –
Marinha Grande –
Marinha Pequena –
Marinhais –
Mariola – nome de monte. relação com “Marão”? é um diminut. femin.
Marmeleira –
Marmeleiro –
Marmelete –
Marmelos –
Marofa - orónimo. em "Serra de Marofa"
Marouquinho –
Marranços –
Marrazes –
Marrela –
Marrotes –
Martianas –
Martim –
Martim Branco – graf. correcta desc.
Martinhal – por “Murtinhal”? ver “Murtinhal”
Martinchel –
Martingança –
Marvana – relacionado com “Marvão”?
Marvão – relacionado com “Marvana”?
Marvila –
Marzagão –
Mascanho
Mascarenhas –
Massada – ver "Maçada"
Massadas – por “Maçadas”?
Massamá – árab. “maçama”: “(lugar) que está alto”
Massarelos –
Mastrontas –
Mata –
Mata do Maxial –
Matacães –
Mataduços – por “Matadussos”? (mata d’ussos=mata de ursos)

Mata Filhos – graf. correcta desc. provável hidrónimo: ver “Barranco de Mata Filhos”

Mata-Mouros – do árab.”matmûra” (“matamorra”): pequeno silo ou subterrâneo

Matança – de “mato”+ suf. abund. “ança”. a de Fornos de Algodres é referida, em 1528, como “Matancia”

Matança (Gz.) – graf. altern. “Matanza”. ver “Matança”
Mata Romeiros – ver “Mata Filhos”
Mateira -
Matela – diminut. de “Mata”. o mesmo que “Matinha”
Mateus –
Matinha –
Matinho – diminut. de "Mato"
Mato –
Matosinhos – por “Matozinhos”: diminut. plur. de “Mato”
Maxial –
Maxiais –
Mazouco – cf. “Masueco” (León-Cast.)
Meã –
Meãs –
Meãs do Campo – anteriormente chamada “Póvoa”
Meadela –
Mealha –
Mealhada –
Meãs do Campo –
Meca –
Meco –
Mêda –
Mêda de Mouros – refere-se a uma mamôa
Medeiros (Gz.) –
Medelim –
Medronhal –
Medronhais –
Meia Martins –
Meiginhos –
Meijão – do grupo”Meij-”/”Meix-”
Meijoadela –
Meimão –
Meimoa –
Meira (Gz.) –
Meira - orónimo. em "Serra de Meira" (Gz.). ver “Serra de Meira”
Meires –
Meirinhas –

sábado, 24 de março de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra L (2)

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Lic-
a Luz-


Liceia –
Ligares –
Lijó – diminut. femin. de “Lixa”. ver “Alijó”

Lima - hidrónimo. em "Rio Lima" ou "Limia". cf. “Limmat”, rio de Zurique, juntamente com o “Sihl”. ver “Sil”

Limãos – em Trás-os-Montes. terra povoada por gente do Vale do Lima (Gz.)

Limeiras –
Limões - no Entre-Douro-e-Minho. terra povoada por gente do Vale do Lima (Gz.)

Linda-a-Pastora –
Linda-a-Velha –
Lindoso –
Linhaceira –
Linhar –
Linhares –
Linhares da Beira –

Linhó – diminut. de “Linha”. sendo assim, deve dizer-se “em Linhó” e nunca “no Linhó”

Lis - hidrónimo: "rio “rio”
Lisandro - de língua mediterrânica oriental: “… + rio” ou "Rio….”
Lisboa – grafada “Lixboa”, no séc. XVI
Lisga –
Litela –
Litém – ver “S. Simão de Litém” e "Santiago de Litém"
Lobagueira –
Lobão – ver “Ribeira de Lobão”
Lobeira (Gz.) –
Lobelhe - pronunc. “Lobêlhe”
Lobios (Gz.) -
Lobelhe - pronunc. “Lobêlhe”
Lobite –
Lodeiro –
Lodões –
Logaçais –
Lôgo de Deus –
Lograssol –
Loiriçal – o mesmo que “Louriçal”
Loivo – ver “Loivos”
Loivos – ver “Lobios”
Lomba (Pt. e Gz.) –
Lombada –
Lombadinha –
Lomba do Pereiro (Gz.) –
Lombardo – “povoado lombardo”
Lombeiro –
Lombo de Gorbelas –
Lombo do Asno – “Asno”: hidrónimo?
Lombrigo –
Longos –
Longra –
Longras –

Longroiva – parece conter a ideia de “alto e estreito”. do celt.: “longo+briga”

Lopes –
Lordelo - pronunc. “Lordêlo”
Lordemão –
Lordosa –
Loriga –
Lorvão – do árab.: “al-Urban”? ver “Ribeira de Lorvão”
Loulé –
Loulé Velho –
Loure – ver “S. João de Loure”
Loureça (Gz.) - graf. altern. “Loureza”
Lourêdo –
Loureira –
Loureiro –
Louriça –
Louriçal –
Louriçal - como hidrónimo, ver "Rio Louriçal"
Louriceira –
Lourinhã –
Lourinhal –
Louro (Gz. e Pt.) -

Louro - hidrónimo. em "Rio Louro (Pt. e Gz.)– cf. com “Loire” (Fr.)

Lourosa –
Lourosa da Comenda –
Lourosa da Trapa –
Lousã – cf. “Lausanne” (CH)
Lousada –
Lousado –
Lousal –
Lousame (Gz.) –
Lousinho –
Lovelhe – diminut. de “Loivo”? ver "Lobelhe"
Lubazim –
Ludeira (Gz.) –
Ludo –
Lufinha –
Lufrei –
Lufreu –

Lugo (Gz.) – cidade dedicada ao deus celta Lug. cf. Lyon (Fr.): ”lugdunnum”

Lumarinho –
Luso –
Lustosa –
Luzelos –
Luzim –

quinta-feira, 22 de março de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra L (1)

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Lab-
a Lez-

Labercos - contributo de "Nóbrega". ver Comentº.
Labiados –

Laboreiro – como hidrónimo ver "Rio Laboreiro". aparece tamém em "Castro Laboreiro"

Labrador (Gz.) - hidrónimo. em "Rio Labrador"
Lebureiro - grafava-se “Leboreiro" no séc. XVI
Laboreiro - como orónimo ver "Serra de Laboreiro"
Labreda –
Labruge – graf. altern. de “Labruje”
Labruje –
Labrujó – diminut. de “Labruje”, ou melhor, de "Labruja"
Laça (Gz.) – graf. altern. “Laza”. relação com "Leça"?
Ladário –
Ladeira –
Ladeira do Pinheiro –
Ladeira da Santiva –
Ladela –
Ladoeiro –
Ladra (Gz.) - hidrónimo. em "Rio Ladra"
Ladrão – hidrónimo. cf. "Ladra"
Ladrongueira –
Lafões – por “Alafões”, do árab.
Lafões”, S. Cristóvão de –
Lagarelhos – diminut. de "Lagares". var. dialect.
Lagares –
Lagares da Beira –
Lagarinhos – diminut. de “Lagares”. var. dialect.
Lagarteira –
Lage –
Lagedo - pronunc. “Lagêdo”
Lageosa –
Lageosa do Mondego –
Lago –
Lagoa –
Lagoa Azul -
Lagoa Comprida –
Lagoa das Braças –
Lagoa das Sete Cidades -
Lagoa da Vela –
Lagoa de Santarém –
Lagoa de Óbidos –
Lagoa Parada –
Lagoeiros –
Lagonota (Mir.) –
Lagos –
Lagosteiros –
Laje –
Laje das Pias –
Laje dos Três Concelhos –
Lajedo – o mesmo que “Lagedo”
Lajes –
Lajes das Flores –
Lajes do Pico –
Lalim (Pt. e Gz.) – graf. altern. na Galiza:“Lalín”
Lama –
Lama do Brincadoiro – ver “O Brincadoiro”
Lamaçães –
Lama Chã –
Lamares –
Lamarosa –
Lamas (Pt. e Gz.) – celt. “prado húmido”
Lamas de Moledo -
Lamas de Mouro – por “Lamas de Moure”?
Lamas de Olo - pronunc. “Lamas d’Ôlo”“
Lamas do Vouga –
Lama Susana – signif. "Lama de Cima"
Lamego - pronunc. “Lamêgo”
Lameira –
Lameira de S. Geraldo
Lameira de S. Pedro –
Lameirão –
Lameiras –
Lameirinha – diminut. de “Lameira”
Lameirinho – diminut. de “Lameiro”
Lameiro –
Lameiro Longo –
Lameirona –
Lamelas – diminut. de “Lamas”
Lamo –
Lampaça –
Lanção –
Landal –
Landedo –
Landeira –
Landim -
Lanhas –
Lanhelas – diminut. de “Lanhas”
Lanheses – gente oriunda de “Lanhas”
Lapa – como orónimo ver "Serra da Lapa"
Lapela – diminut. (mediev.) de “Lapa”
Lapinha – diminut. de “Lapa”
Lara –
Laracha (Gz.) –
Lares –
Largo do Fundo da Quelha –
Larinho –
Larouco (Gz.) – não é a “Serra de Larouco”: significa “Serra”?
Larouco - orónimo. "Serra de Larouco":“serra da serra”?
Lastras –
Latas da Serra –
Laundos –
Lavacola (Gz.) –
Lavacolhos -
Lavajo –
Lavariz –
Lavasenda
Lavatodos –
Lavadores (Pt. e Gz.) - pronunc. “Lavadòres”. relação com “Lavos”?
Lavadouro –
Lavegadas –
Lavos – em "Costa de Lavos"
Lavoura –
Lavra –
Lavradas –
Lavradio –
Lavre –
Laxe (Gz.) – graf. altern. de “Lage”, "Laje"
Laza (Gz.) – graf. altern. de "Laça"
Lazarim –
Lebução –
Lebureiro (Gz.) – var. de “Laboreiro”
Lea (Gz.) - hidrónimo. em"Rio Lea"
Leça – hidrónimo. do grupo linguístico de “Liz”/ “Lizandro”?
Leça do Balio –
Leça da Palmeira –
Legoinha –

Légua – lugar que dista uma légua de um ponto de referência, que é necessário identificar

Leirado (Gz.) – ver “Quintela de Leirado”
Leiro (Gz.) –

Leixões – arrecifes de pedra muito frequentes na Costa de Entre-Douro-e-Minho e da Galiza

Lemede - pronunc. “Lemêde”
Lemos (Gz.) – terra da tribo dos Límios, habitantes do vale do Lima
Lena - é hidrónimo. ver "Rio Lena"
Lentiscais –
Lentisqueira –
Leomil – é orónimo. ver "Serra de Leomil"
Lerez (Gz.) - hidrónimo. em "Rio Lerez"
Levandeira –
Lever – é um hidrónimo
Levira - é hidrónimo. da família "Lever"
Lexoso (Gz.) - hidrónimo. em "Rio Lexoso"
Lezíria –
Lezírias –

quarta-feira, 21 de março de 2007

Toponímia Portuguesa do Litoral Brasileiro



jolorib acabou de me dar uma ideia: o litoral brasileiro tem uma toponímia portuguesa muito especial, sobretudo no que toca a meses e a festas religiosas.
vejamos:

Angra dos Reis
Baía de Todos os Santos
Forte dos Reis Magos
Natal
Rio de Janeiro

não procuro mais, por agora. mas o que temos já?

nomes de Inverno, no Hemisfério Norte, e nomes de Verão no Hemisfério Sul. Cabral chegou a 22 de Abril.
nada de Maios, Junhos, Julhos e Agostos. que quer dizer tudo isso?
creio que é simples: foi planeado assim. chegar no destino com boas condições de clima, sem chuva forte, com pouca necessidade de roupa.
mas como planear uma chegada a um lugar desconhecido?

é. será que era assim tão desconhecido? para além de velhas lendas, há viagens secretas que ajudam a entender o Tratado de Tordesilhas.



terça-feira, 20 de março de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letras H, I e J

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)



Her-
a Juv-


Herdade –
Herdade da Baracha –
Hermosende (Gz.) – o mesmo que “Ermesinde”
Horta –
Horta Grande –

Hospital – em "Oliveira do Hospital". indica pertença da Ordem Militar do Hospital ou Hospitalários



Ibirapuera (Br.) – tupi-guarani: "ybirá" (árvore) + “puera” (que já não há): antiga mata (que já não é mata)

Idanha – do lat. “Igitanea”, de palavra pré-latina
Idanha-a-Nova –
Idanha-a-Velha –
Ifanes –
Igarapuava do Norte (Br.) –
Igreja –
Igrejinha – o mesmo que “Grijó”, mas mais recente

Iguaçu (Br.) – tupi-guarani: por “Iguassu”: rio (y) grande (guassu)

llha –
Ilha das Flores – também há uma Ilha das Flores na Indonésia
Ilha de Faro –
Ilha de Porto Santo –
Ilha de Santa Maria –
Ilha de São Tomé -
Ilha de São Jorge –
Ilha de S. Miguel –
Ilha do Corvo –
Ilha do Faial –
Ilha do Pico –
Ilha do Príncipe -
Ilha Graciosa –
Ilhas – é hidrónimo. ver Ribeira de Ilhas
Ilhas Berlengas –
Ilhas Cíes (Gz.) –
Ilhas Desertas –
Ilhas Ons (Gz.) –
Ilha Terceira –
Ílhavo –
Ilhéu do Rosário –
Infantado –
Infantas –
Infesta – ver “S. Mamede de Infesta”
Infesto –
Infias (Pt. e Gz.) –
Ingarnal –
Insalde –
Ínsua –
Ínsua dos Bentos –
Ínsuas –
Ipanema (Br.) – tupi-guarani: ”y” (rio) + “panema” (mau) – “Rio Mau”

Ipiranga” (Br.) – tupi-guarani: “y” (rio) + “piranga” (peixe vermelho): “Rio dos Peixes Vermelhos”

Iria – do eusk. “illi, iri”: “cidade”

Irijó” – o mesmo que “Grijó”. “Irijó” é uma forma intermédia entre “Ecclesiola” e “Grijó”

Irimia Alta (Gz.) –
Irimia Baixa (Gz.) –
Isna - hidrónimo. em "Ribeira de Isna". cf. “Ribeira d’Ínsua”

Itamarati (Br.) – tupi-guarani: “itá” (pedras) + “moroti” (muito brancas): “pedras alvas”

Itapuã (Br.) – tupi-guarani: “cabo de pedra”, “pedra erguida” (cf. “Perafita”, Padrão”, “Marco”)

Izeda - pronunc. “Izêda”



Jaburandi (Br.) –
Jacente –
Jã da Rua – lat. "jana": porta
Jafafe de Baixo –
Jafafe de Cima –
Jamprestes –
Janeiro de Baixo -
Janeiro de Cima –
Jangrussias –
Jardia –
Jardoeira –

Jariça – local de minas (de ouro, neste caso). cf. “Urgeiriça” – local de minas (de estanho e urânio)

Jarmelo -
Jazente – o mesmo que Jacente -

Jericoacoara ou Jericoaquara (Br.) – tupi-guarani: “yurucuã” (tartaruga) + “coara”/”quara” (cova, buraco): sítio das tartarugas, tartaragueira, (praia) das tartarugas

Jerumenha (Br.) - ver "Juromenha"
Jerusalém do Romeu –
Joane - pronunc. “Juane”
Joazim –
Jolda –
Jonaverge –
Jordana –
Jordões –
Jorro –
Jou –
Jovim –
Jugueiros –
Junça –
Juncal –
Junceira – o mesmo que “Junqueira”
Juncide –
Jungueiros –
Junqueira –
Junqueiro –

Junta das Águas – local onde confluem vários regatos para o leito de um ribeiro

Juromenha –
Jusã –
Justes –
Justiça –
Juvandes –

segunda-feira, 19 de março de 2007

Salvaterra de Magos


fazem-me a pergunta: como interpretar o topónimo "Salvaterra de Magos"?
"salvaterra" significa "terra livre" (de impostos ou de outras obrigações). quanto a "magos", e tendo em conta a sua localização, a melhor explicação que encontrei é a origem celta, que aponta para o significado de "campo". seria, pois, o equivalente à forma moderna "Vila Franca do Campo", ou mesmo "Foros da Campina".
existem vários topónimos "Magos" aos quais se ajusta bastante bem a etimologia celta.

mas o "Forte dos Reis Magos", em Natal, no Brasil, já tem que ver com os lendários reis do Oriente que foram visitar o Deus-Menino: refere-se à época do ano em que aquela parte do Brasil foi descoberta. ver Comentº de Jolorib.

domingo, 18 de março de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra G (2)

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)



Gon-
a Gum-


Gonça –
Gonçalo -
Gonçalo Bocas – graf. correcta desc.: “Gonçalbocas”?
Gonçalveiros –
Gondar (Pt. e Gz.) –
Gondarém –
Gonde - é hidrónimo. em "Ribeira de Gonde"
Gondelim –
Gondesende –
Gondiães –
Gondião –
Gondim –
Gondizalves –
Gondolim –
Gondomar (Pt. e Gz.) –
Gondomil –
Gondoriz –
Gonja –
Gontilhe –
Gontim – o mesmo que “Gondim”
Gordaria –
Gorgulho –
Gorma –
Gostei –
Goujoim –
Gouvães da Serra –
Gouveia –
Gouviães –
Gove –
Graça do Divor –
Grada –
Grade –
Gradil –
Gradiz –
Gralhas –
Gralhós – diminut. de “Gralhas
Gramaça –
Gramaços –
Gramejo –
Grândola –
Granja –
Granjal –
Granja Nova –
Gralheira- é orónimo. está em "Serra da Gralheira"
Gravanço –
Gregos –
Gricha – por “Grixa”, var. de “Ereixa”: “Igreja” (?)
Grijó – lat. mediev.: “ecclesiola”, dimin. fem.: “igrejinha”
Grimancelos -
Groba – o mesmo que “Grova”. que relação com “O Grove”?
Grou –
Grova – ver “Groba”

Grove (Gz.) - ouvi pronunciar pronunciar “Hrove”. ver “O Grove”

Grovelas -
Guadramil –

Guanabara (Br.) – tupi-guarani: por “Guanabará”: goa (baía) + nã (que parece) + pará (mar): grande baía

Guanal –
Guarda (Pt. e Gz.) – lugar onde existiu uma guarnição militar de vigia

Guarda Inglesa – lugar onde existiu uma guarnição militar inglesa durante as chamadas “Invasões Francesas”

Guarda Nova –
Guardizela – termin. milit: pequeno posto de guarda (vigia)
Gueifães –
Guerreiros do Rio –
Guetim –
Guia – o mesmo que Farol
Guiães –
Guifões –
Guilhabreu –
Guilhafonso –
Guilheiro –
Guilhofrei –

Guilhufe – é o genitivo do antropónimo de um proprietário germânico

Guimarães – propriedade de “Vímara”
Guimarães de Tavares –
Guimarei –
Guinchal –
Guincho –
Guiras –
Guirela –
Guistola –
Guistolinha –
Gumiei -

quinta-feira, 15 de março de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra G (1)


(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)



Gab-
a Gom-


Gabilães –
Gaeiras –
Gafanha –
Gafanha da Boa-Hora –
Gafanha da Encarnação –
Gafanha da Nazaré –

Gafanha de Aquém – pressupõe um posicionamento geográfico da parte de quem diz “Aquém”, como no caso do “Além Tejo” (Alentejo) e da “Outra Banda”

Gafanha do Carmo –
Gafaria – significa “terra onde se recolhe leprosos”

Gaia – celt. (?) “calle” (?) > Cália > Gália. lugar principal dos callaicos/ da Callecia – Galiza.

Galafura –
Gáfete –
Gagos –
Galafura –
Galeana –
Galegos –
Galeotas –
Galicia – o mesmo que Galiza (Região)
Galifonge –
Galinheiro (Gz.) – graf. altern. “Galiñeiro”
Galiza – terra povoada por gente vinda da Galiza
Galiza (Região) – terra de “Galos” ou Celtas
Galizes – terra povoada por galegos (ou galizes)
Galveias –
Gamão –
Gamarão de Baixo –
Gamarão de Cima –
Gambelas –
Gamona –
Gamonal –
Gançaria –
Gândara –
Gândara de Espariz –
Gandarela – diminut. de “Gândara”
Gandra – o mesmo que “Gândara”
Ganfei –
Gardete –
Garei –
Garima –
Garrida (Gz.) –
Gasparões –
Gatões – gente originária da (serra da)Gata?
Gaudinho –
Gavião –
Gavião de Baixo –
Gaviãozinha – atenção a este diminut. femin.!
Gavieira –
Gavinheira –
Gavinhos –
Gebelim –
Geme –
Gemieira –
Genísio –
Genrinhas –
Geraldes –
Geraz de Lima -

Gerês - em "Serra do Gerês"(Pt.) – ver Serra de Xurés ou Jurés(Gz.)

Geria –
Germil –
Germinade –
Gestaçô – diminut. masc. de Gestaço (?)
Gesteira –

Gibraltar – aldeia de gente vinda de Gibraltar. de "Gibraltar", do árab. Djebel-al Tárik ("o rochedo de Tárique")

Giela –
Giesta –
Giesteira –
Ginzo – ver “Xinzo de Limia”. em Novelas (Penafiel) há uma "Rua do Ginzo"
Gironda (Gz.) - graf. altern. “Xironda”
Goães –
Goiã (Gz.) - graf. altern. “Goián"
Goiás (Br.) –
Godeal –
Godinhaços –
Goiás (Br.) -
Góis –
Golas –
Goldra –

Golegã – de “Galegana”, “Galegã” – terra galega, de galegos

Golpe –
Gomes Aires –
Gomesende (Gz.) –

quarta-feira, 14 de março de 2007

Sangalhos



"Sangalhos" (concelho de Anadia, distrito de Aveiro) deriva de Sancto Galios, assim como Saint Gallen/Sankt Gallen/San Gallo (Suiça). em ambos os casos, a fundação deve remontar ao séc. VII, quando a invocação deste santo esteve em voga. no entanto, o nome do santo pode trazer uma mensagem escondida, pois "galo" é o mesmo que "celta". quero dizer, cristianizou-se com este nome alguma forma de viver, de pensar e de se relacionar com o divino que remonta ao tempo dos celtas. ver post.







terça-feira, 13 de março de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra F (2)


(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)


Fra- a Fuz-


Fradelos – diminut. de “Frades”
Frades (Gz.) –
Fraga –
Fraga da Pena –
Fragas –
Fragosela – por “Fragozela”
Fráguas –
Fraguinha –
Fragura –
Fraião –
França – aldeia povoada por gente que veio de França
France – ver “S. Pedro de France” –
Francelos – diminut. de “Francos”
Francos – aldeia povoada por gente que veio de França (cruzados?)
Francosa –
Fradizela –
Fraga do Monte da Iria –
Fragosela –
Fratel –
Frazão –
Freamunde – de
Freamund?
Frechal –
Fregim –
Freguesia do Ó (Br.) –

Freiria – terra de ou dos freires (irmãos/ cruzados/ monges de Alcobaça -? -)

Freiriz –
Freita – em “serra da Freita”. de “fracta”: partida, quebrada
Freitas –
Freixianda –
Freixieiro -
Freixiel –

Freixo-de-Espada-à-Cinta – o mesmo q. “Freixo de… (grafia exacta desconhecida) ”. ver “Porto da Espada”. foi chamada apenas “Freixo”. já se escreveu, e bem, “Freixo de Espadacinta”. “Espadacinta” é topónimo na confluência dos Rios Huebra e Douro, em Saucelle, Província de Salamanca, mesmo junto à fronteira com Portugal, na região de Freixo-de-Espada-à-Cinta.
por isso, deverá escrever-se “Espadacinta” e nunca “Espada-à-Cinta”.
“Cinta” pode querer dizer “apertada”, “estreita”, fazendo alusão às gargantas do Douro na região das “Arribes del Duero”

Freixo de Numão –
Freixos –
Fresno – hidrónimo: ver “Rio Fresno”

Fresulfe – topónimo de origem germânica. é o genitivo de um antropónimo, indicando a quem pertence(u) a villa ou quinta

Frias –
Frias de Baixo –
Frias de Cima –
Fridão –
Friestas –
Friões –
Friol (Gz.) –
Friúmes –

Fronteira – lugar onde houve uma delimitação estável do domínio árabe

Frossos –
Fujaco –
Fujacos –

Funchal – há o "Funchal" da Madeira, mas também no Continente, na Região Saloia

Fundada –
Fundão –
Fundevila – o mesmo que “Fundo de Vila”
Fundo da Caldeira –
Fundo de Vila –
Furadouro –
Furelos (Gz.) – diminut. de “Furos”?
Furna –
Furna Que Sopra –
Furnas –
Furtado –
Fuzeta –

segunda-feira, 12 de março de 2007

Tamagos



os Tamagani eram uma gens ou tribo de povos que viveram polas beiras do Tâmega, da nascente até onde hoje se situa Fezas de Baixo (Feces de Abaixo). tal como os Aobrigenses, tamém figuram nas colunas epigráficas da ponte romana de Chaves, por terem fornecido trabalhadores para a sua construção. estão representados nos topónimos galegos:

Tamagos
Tamaguelos
Tameirom
Tamicelas





domingo, 11 de março de 2007

Oimbra



vila, capital do município do mesmo nome, da comarca de Verim, Província de Ourense. o seu nome lembra imediatamente a "-briga" celta. e evoca também a Aóbriga do tempo dos romanos. os seus habitantes deixaram marcas na epigrafia romana de Portugal. a chamada "Fonte do Ídolo", em Braga, foi mandada arranjar e decorar por Celico Fronto Abimogidus Aobrigensis. estiveram na construção da ponte de Chaves, como consta de uma das colunas epigráficas. isso indica que a tribo seria directamente beneficiada pela construção da ponte. o que está de acordo com a localização de Oimbra.
no entanto, a ligação "Aóbriga" / "Oimbra" não será directa, é mesmo até um mistério, já que o bispo Idácio, no séc. V, localizava os aobrigenses na bacia do rio Minho, perto de Ourense. além disso, Oimbra está paredes-meias co território das antigas tribos do Támega (ou Tâmega).

quarta-feira, 7 de março de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra F (1)

base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)


Fab- a Foz-


Fabarrelinho –
Facha –
Facho – o mesmo que “farol”?
Facho de Azóia –
Fafe –
Faial - em "Ilha do Faial"
Fail - pronunc. “Faíl”
Fajã –
Fajã dos Bodes –
Fajã dos Cuberes –
Fajão –
Fajãs –
Fajozes –
Fala –
Falacho –
Falagueira -
Faleital (Mir.) –
Faleito (Mir.) – o mesmo que “Faleto”: “Feto”
Faleto (Mir.) – o mesmo que “Feto”
Falgarosa –
Falgoselhe –
Falgueira da Asna (Gz.) –
Felitosa (Mir.) – o mesmo que “Feitosa” ou “Fètosa”
Falorca –
Falperra (pronunc. “Falpêrra”) (Gz. e Pt.) –
Famalicão –
Famalicão da Nazaré” – ver “Famalicão”
Famalicão da Serra -
Fanhais –
Fanhões –
Faniqueira –
Fânzeres –
Fão – se a origem for latina, o significado é “templo” (fanum)
Faralhão -
Fareja (Pt. e Gz.) –
Farelo - aparece em "rio Farelo"
Farexa (Gz.) – o mesmo que “Fareja”
Faria –
Faria de Baixo –
Farilhões - em "Ilhéus dos Farilhões"
Farmelhão –
Farminhão
Faro –
Faro de Avión (Gz.) –
Farol –
Farrapa –
Fataca –
Fataunços - pronunc. “Fataúnços”
Fatela -
Fátima –
Faúlha –
Fava –
Favela – diminut. de “Fava”
Fazemão – ver “Oliveira de Fazemão”
Fazendas de Almeirim – ver “Almeirim”
Febres –
Febros –
Feijão –
Feijó – diminut. femin. de (Fajã)?
Feijoal –
Feira
Feira - em "Santa Maria da Feira"
Feitosa –
Feira da Lomba -
Feixoo (Gz.) – o mesmo que “Feijó”
Feira Nova –
Feleitosa (Mir.) – ver “Faleto” e “Felitosa”
Felgueira – o mesmo que “Fètal”, “Fèteira” e “Feiteira”
Felgueiras –
Feliteira –
Fendeirinha –
Feridouro –
Fermelã –
Fermentelos – diminutivo de foramontanos
Fermil – o mesmo que “Vermil”? variant. dialect.
Fermil de Basto –
Fermontelos – ver "Fermentelos"
Fernão Ferro –
Ferradura –
Ferragudo –
Ferral –
Ferraria –
Ferrarias –
Ferreira – o mesmo que “Ferraria”?
Ferreira-a-Nova –
Ferreira –
Ferreira do Alentejo –
Ferreira do Zêzere –
Ferreirim –
Ferreirinha – diminut. de “Ferreira”, posterior a “Ferreiró”
Ferreirinhos – diminut. de "Fereiros"
Ferreiró – diminut. de “Ferreira”
Ferreiros –
Ferrel –
Ferro –
Ferrocinto –
Ferroeira –
Ferrol (Pt. e Gz.) – ver “O Ferrol”. não tem que ver com os topónimos em "Ferrro..."
Ferrugende –

Fervedeiro – água termal borbulhante e quente. há um "Fervedeiro" na cidade de Ourense

Fervença –
Fervidelas –
Feteira –
Fiães da Feira –
Fiães do Rio –
Fiais – o mesmo que “Fiães”? ou plur. de “Fial”?
Fial –
Figueira –
Figueira da Foz – designação toponímica recente
Figueira de Castelo Rodrigo –
Figueira de Lorvão –
Figueirais –
Figueiral –
Figueiredo -
Figueiredo de Alva – ver “Alva”
Figueiredo das Donas –
Figueirinha – diminut. de “Figueira”
Figueiró – diminut. femin. de “Figueira”
Figueiró dos Vinhos –
Figueirosa –
Fijoz –
Filgueira (Gz.) – o mesmo que “Felgueira”
Filho –
Fisgas – quedas de água por uma fresta de grande altura
Fisgas do Ermelo –
Fisterra (Gz.) - em "Cabo Fisterra": “fim da terra”, “cabo do mundo”
Fitos –
Flamengos – terra povoada por gente vinda da Flandres
Flandes –
Flor da Rosa –
Fogadia –
Fogueira –
Fogueteiro –
Fóia –
Fóios –
Foja - aparece como hidrónimo: "rio Foja"

Fôjo – barranco, buraco fundo ou cova que se tapa com ramagens para caçar animais vivos

Fôjo do Lobo –
Folgares –
Folgoroso –
Folgosa do Salvador –
Folgoso do Courel (Gz.) –
Folgosinho – diminut. de Folgoso
Folhadela –
Folques –
Fontaínhas –
Fontanheira –
Fontão –
Fontassilba (Mir.) –
Fonte –
Fonte de Ançã – nascente da ribeira de Ançã
Fonte de Angeão – ver "Angeão”
Fonte Arcada –
Fonte Coberta –
Fonte da Cheira – o mesmo que “Fonte da Chã”
Fonte da Figueira Doida –
Fonte da Pulga –
Fonte da Senhora –
Fonte da Telha –

Fonte do Azeral – aqui é “nascente do azeral”, pelo que “ázere” está relacionado com “rio”

Fonte do Ídolo – em Braga, assim chamada por conter um baixo-relevo em pedra com o que se julga ser uma cena “baptismal” pré-cristã. contém o voto de Celico Fronto Abimogidus Aobrigensis e a inscrição “Tongoenabiago”. esta parece significar “ O (numen) da Fonte”, sendo esse numen um “Tongo” – divindade celta ligada aos juramentos. se esses juramentos ou juras forem de amor, temos aqui um “S. João”…”da Fonte”! quanto a “Aobrigense”, ver “Oimbra”.

Fonte dos Carros –

Fontela – diminut. fem. de “fons, fontis”: fontanella : fontenla : fontela

Fonte Ladrão – graf. correcta desconhec.
Fontelas – ver “S. Miguel de Fontelas”
Fontelo –

Fonteminha” (Gz.) - graf. altern. “Fontemiña”, "Fonmiña": lat. “fons” (fonte) + desc. “Minia”: “nascente do rio Minho”

Fontenla (Gz.) – var. dialect. de Fontela
Fontes –
Fonte Santa –
Fontinha – diminut. recente de “fonte”
Fontoura –
Forca –
Forcada –
Forcalhos –
Formiga -
Formigosa –
Formigueiro –
Formilo –
Formoselha –
Fornandais –
Fornão –
Fornas –
Fórnea –
Fórneas –
Fornelo - pronunc. “Fornêlo”: diminut. de “Forno

Foz - "foz" significa "boca", desembocadura" (de um rio no mar). ingl. "mouth”, como Plymouth

Foz (Gz.) -
Fozcoa -
Foz do Douro – também conhecida apenas por "Foz"
Foz do Arelho –
Foz de Arouce –
Foz de Moura –
Foz do Caneiro –
Foz do Cobrão –
Foz do Enxarrique –
Foz do Falcão -
Foz do Farelo –
Foz do Giraldo –
Foz do Lisandro -
Foz do Neiva –
Foz Tua -

sábado, 3 de março de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra E

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)


Ebo-
a Ext-


Ébora – ver “Évora”
Edral –
Edrosa –
Edroso –
Ega –

Eido (Pt. e Gz.) – terreno que rodeia a casa em que se vive ou viveu

Eidos (Pt. e Gz.)– plur. de “Eido”: “terra natal”
Eira –
Eira de Ana – preciosismo linguístico anacrónico por “Eiradana”?
Eirado –
Eira do Milhano – de “Emiliano”?
Eira Pedrinha –
Eiras –
Eiras Altas –
Eiras Maiores – “eiras grandes”
Eira Vedra –
Eirinha –
Eiró – diminut. de “Eira"
Eirol –
Eirós –
Eirozes –
Eixo –
Elvas –
Embra –

Encomenda - encontra-se em "Monte da Encomenda". está por “Monte da Comenda”?

Encontro – ponto de confluência de diversas vias
Encruzilhada – o mesmo que “Cruze” e “Cruz”
Endrinal (Mir.) – ver “Andrineiras” e “Andrinos”
Engenho –
Engo –
Engrade Grande –
Entalada –
Entre-Ambos-os-Rios –
Entre-as-Cabeças – ver "Cabeça"
Entre-os-Rios –
Entre Penedos –
Entrimo (Gz.) –

Entroncamento – lugar onde entroncam diversas vias, tendo em conta o destino principal

Entroncamento de Poiares –
Envendos –
Enxabarda –
Enxameia –
Enxames –
Enxara –
Enxara do Bispo –
Enxara dos Cavaleiros –

Enxarrique - hidrónimo: "ribeiro de Enxarrique"– ver “Enxar…+…rique”. cf. “Enxara”

Enxerim – foi chamada “Enxarim”. ver “Enxara”
Enxertada –
Enxerto –
Enxofães –
Enxudre –
Eo (Gz.) – desc.: “rio” (?) cf. “Ribadeo”
Erada –
Ereira –
Ericeira –
Ermelo - pronunc. “Ermêlo"
Ermesinde – “quinta ou propriedade de Ermenesindo”
Ermida –
Ermidas –
Ermidas do Sado –
Ermosende (Gz.) – o mesmo que “Ermesinde”
Erra –
Ervas Tenras –
Ervedal –
Ervedeira –
Ervedosa –
Ervedosa do Douro –
Ervideira – o mesmo que “Ervedeira”
Ervosas –
Escalhão –
Escalos –
Escalos de Cima –
Escamobois (Gz.) –
Escapães –
Escarigo –
Escariz –
Escarpão –
Escorna Bois -
Escoural – lugar de escórias de mineração
Escravitude (Gz.) -
Escudeiro –
Escudeiros –
Esculca –
Esculqueira (Gz.) –
Escurquela –
Escusa –
Esfarrapada (Gz.) –
Esfrega –
Esgos (Gz.) –
Esgueira –
Esmoriz –
Espada –
Espadacinta – em “Freixo de Espada à Cinta”
Espadanal – ver “Espada”
Espadanedo –
Espadaneira –
Espaio –
Espairo –
Espargo –
Espariz - pronunc. “Espàriz”
Especiosa –
Espiche –
Espichel - em "Cabo Espichel"
Espinhaço de Cão - este é na Serra da Estrela)
Espinhaço de Cão é orónimo. ver "Serra de Espinhaço de Cão"
Espinhal –

Espinheira – zona de “Espinhos”? ver "Espinho", "Espinhaço e "Espinhal"

Espinheiral – o mesmo que "Espinhal"
Espinheiro –
Espinhel –
Espinho – ponto alto (de uma serra, por exemplo)
Espinhosa –
Espinhosela – diminut. de "Espinhosa"
Espinhosa -
Espinhoso –
Espirra –
Espirra de Baixo –
Espite –
Espiunca –
Esporões –
Esqueiros –
Esquipa –
Estaca de Bares (Gz.) –

Estarreja – “estrada régia”? eusk. como “Biarritz”? era chamada “Vila do Antuã” quando recebeu de D. Manuel I o foral, em 15 de Novembro de 1519

Estás (Gz.) –
Este - hidrónimo. ver "rio Este"
Esteireiros –
Esteiro – o mesmo que “Arroio”
Esteiro do Gramatal –
Esteiro do Mar Santo –
Esteiros – plur. de “Esteiro”
Estela –
Estevais –
Estevianas –
Estivadas (Gz.) –
Estômbar –
Estorãos - de “Astúrias”, de “Astorga”: Asturianos, Astorganos
Estoril –
Estrada –
Estrada Velha –

Estrela - orónimo: ver "Serra da Estrela" – cruzamento de muitos caminhos? é um topónimo recorrente em toda a Europa, com especial incidência em França e na Península Ibérica: Esteille, Esterelle, Lizarra, …

Estrela d’Alva –
Estreitinha –
Estreito –

Estremadura - do lat. extrema durii: "os confins do Douro". designa(va), quer em Portugal quer em Espanha ("Extremadura"), os territórios conquistados aos reinos mouros. com o passar dos tempos, estas designações foram sendo empurradas para sul, perdendo a ligação de proximidade geográfica com o rio Douro.

Estremal –
Estremão –
Estremoz –
Esturãos – o mesmo que “Estorãos”: astures, vindos das “Astúrias”
Esturrado –
Eume (Gz.) - hidrónimo. rio Eume
Évora – desc.: "a (cidade) da (deusa) Iéborah” (Ebura)
Évora de Alcobaça –
Évora-Monte -
Extremaduira - ver "Estremadura"
Extremo -

quinta-feira, 1 de março de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra D

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)


Dad- a Dur-

Dadim –
Dafundo –
Dalvares –
Damaia – por “A-da-Maia”. ver “A-de-…”
Dão – ver rio Dão. ver “Ão”, “Om”, “Home”, “Homem”
Dardavaz –
Darque – por “d’Arque”?
Dáspera –
Deão –
Defesa – o mesmo que “Devesa”?
Degracias - o mesmo que "d'Égua"?
Dégua –
Deilão –
Delães - pronunc. “Dèlães”
Dem –
Deocriste –
Desejosa –
Destriz –
Deva (Gz.) –
Devaqueira -
Devesa (Pt. e Gz.) - pronunc. “Devêsa”
Dianteiro – por (Casal) Dianteiro – casal mais afastado de…
Digueifel –
Dine –
Dinez –
Dinha - hidrónimo: rio Dinha
Diogo Alves - ?
Dirão da Rua - será var. dialectal de "Durão"?
Dominguizo –
Donai –
Donairia –
Donas (Gz. e Pt.)
Donim –
Donões -
Dorna –
Dornes –
Dornelas – diminut. de "Dornas"
Dornelas do Zêzere -
Dossãos –
Douro – desc.: “dur-“, “rio, curso de água” (cf. "Durres", Albânia)
Drave –
Drizes –
Duas Igrejas – “dois povos” (?)
Dubra - rio (Gz.)
Dueça - hidónimo: rio Dueça
Dume –
Durão – “do (rio) Douro”?

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra C (4)

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)


Com-
a Cus-

Cômaros –
Combarro (Gz.) –
Comenda –
Compra –
Conca –
Concavada –
Conchada –
Concieiro –
Condeixa-a-Nova –
Condeixa-a-Velha –
Confraria –
Conhais –
Conhal –
Conqueiros –
Conraria –

Constância – nome eufónico dado em 1836 à Vila de “Punhete”, designação então já cacofónica. ver “Punhete”

Constantim –
Contenças –
Contim –
Contraste –
Contumil –
Convento da Serra –
Convilhana – cf. “Covilhã”
Cordeiro –
Cordeiros de Messines –
Cordinhã –
Corga – hidrónimo: ribeira
Corgas –
Corgo - pronunc. córgo:”córrego” – água corrente, ribeiro
Coristanco (Gz.) –
Cornes –
Corno de Bico -
Corredoira (Pt. e Gz.) - ver "Corredoura"
Corredoura
Corregato –
Córrego – ver “Corgo” (a diferença está na pronúnc. do “r”)
Correias –
Correlhã –
Corroios –
Cortecega –
Cortegaça –
Cortegada (Gz.) –
Cortes -
Cortiçada –
Cortiçadas –
Corticeiro –
Cortiçô –
Cortineiro –
Cortinhais –
Cortinhas –
Coruche – de “cruze” (pronunc. “queruxe”): “cruzamento”
Corucho – o mesmo que “cruze”?
Corujas –
Corujeira – de “Cruze” (?). zona de cruzamentos?
Coruxeira (Gz.) – graf. altern. de “Corujeira”
Corva –
Cós – também grafada “Coz”
Cosconhe –
Coselhas – o mesmo que "caselhas": casas pequenas (ver “Caselas”)
Cossourada –

Costa - pode significar "terra junto ao mar" ou "encosta", consoante a localização do topónimo

Costa de Lavos –
Costa do Valado –
Costariça –
Costeira – o mesmo significado de "Castanheira"
Costeiras –
Cota –
Cotas –
Coto - pronunc. “Côto”
Cotobade (Gz.) –
Cotovia –
Cotovio –
Coução –
Couce – leito do rio
Coucieiro –
Coucos –
Coura – desc.: “rio”
Couraça – muralha defensiva
Couraça da Estrela –
Couraça de Lisboa –
Couraça dos Apóstolos –

Couros - ribeiro de. mesma raiz de “Coura”? dá-se a coincidência de um "ribeiro de Couros", em Guimarães, estar ligado à arte dos curtumes

Couto –
Couto da Cheira –
Couto de Baixo –
Couto de Cambeses –
Couto de Cima –
Cova – gruta?
Covade – o mesmo que “Cucufate” ou “S. Cucufate”
Cova da Iria – ver "Iria"
Cova da Moura –
Cova de Dominique – por “Cova Dominica”? cf. “Covadonga”
Covadinhas –
Cova do Barro –
Coval Quente –
Covão –
Covão do Lobo –
Covas –
Covas da Raposa –
Covas do Rio –
Covelães –
Covelas – diminut. de “Covas”
Couvelhas – o mesmo que “Covelas”?
Covelinhas – duplo diminutivo de “Covas”
Covelo (Pt. e Gz.) –
Covelo do Gerês –
Covide –
Covilhã – cf. “Convilhana”
Covinhas –
Covões –
Coz – ver “Cós”
Craciamulo – cf. “Mulo”, “Caramulo”
Crasto Ferreiros –
Crastovães –
Crato –
Creixomil –
Crespos –
Crestonhe –
Cristelo –
Cristelos - pronunc. “Cristèlos”
Criz - hidrónimo: Rio Criz
Croca –
Crutos –
Cruz – o mesmo que “cruze”
Cruz Alta (Pt. e Gz.) –
Cruz de… – o mesmo que “cruze” (Gz.): cruzamento de...
Cruz d’Argola –
Cruz da Armada –

Cruz da Légua – cruzamento da légua (a partir de um ponto de referência mais conhecido quando o topónimo foi criado)

Cruz da Pedra –
Cruz da Toita –
Cruz de Morouços -
Cruz do Pau –
Cruze(Gz.) – o mesmo que “Cruz” (cruzamento)
Cruzeiro – o mesmo que “Cruz” e “Cruze”?
Cruzes –
Cruzinha – diminut. de “Cruze”
Cruz Quebrada –
Cuba –
Cubatão (Br.) - ver aqui.
Cubelo -
Cubelos -
Cubos –
Cucos –
Cucujães –
Cuide de Vila Verde –
Cujó – diminut. de “Côja”?
Cumeeira – local de pontos altos de uma serra
Culheredo (Gz.) – graf. altern. “Culleredo”
Cumeira – o mesmo que “Cumieira” e “Cumeeira”
Cumeira de Baixo –
Curia - de "Acquae Curiva"
Curitiba (Br.) –
Curopos –
Currais –
Curral das Freiras –
Curral do Concelho –
Curraliça –
Currelos – diminut. de "Curros"
Curros –
Custóias –

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Vigo, ou Como um Microtopónimo se Tornou uma Grande Cidade



vicus
, em latim, significa "aldeia (sem muralhas)", coisa pouca para a importância relativa dos topónimos. há vários topónimos derivados de vicus mas nenhum com a sorte de "Vic", na Catalunha, e muito menos com o destino de "Vigo", cidade galega 10 vezes maior que a catalã.
Vigo chamou-se Vicus Spacorum, no tempo dos romanos, querendo com isso indicar que a aldeia era habitada pela tribo ou pela gens dos Spacos. (ver Comentº de Calidónia). fossem eles isso ou outra coisa, o que eles faziam então não devia ser muito diferente do que fazem hoje os habitantes de Vigo e da sua Ria, descontando, claro, o neoliberalismo industrial, comercial e cultural que nos come a todos. ou seja, dedicavam-se à lavoura, pesca e marisqueio.
e deviam ter a mesma sorte grande: viver num espaço geográfico que só não garanto nem juro que é o mais belo do mundo porque não conheço mundo que chegue.

outros derivados de vicus:

A Biqueira (Gz.) - ver "Vigueira"
A Viqueira (Gz.) - ver "Vigueira"
Bico -
Corno de Bico -
Ponte do Bico -
Vigo (Ast.)
Vigo (Gz.) - ver Comentº de Calidónia. ver Comentº Anónimo.
Vigo (Le.) - ver Comentº de J. Manuel Outeiro
Vigobó (Gz.)
Vigueira (Gz.) - aldeia de gente oriunda de Vigo?
Vigueira de Arriba (Gz.)
Vy (Fr.)
Vic (Cat.)
Vic (Fr.)

Vichy (Fr.) - de lat. vici, plural de vicus (Louis Nadeau, 1869). à letra: "várias aldeias". é certo que há quem lhe dê outras herdanças, mas esta é a que eu gosto mais.

Vicq (Fr.)

e, claro está, a palavra vizinho, que significa "todo aquele que vive na (mesma) aldeia". ou vicus.

Da Gardunha à Corunha

tenho evitado falar da Corunha, tantas e tão desencontradas são as hipóteses etimológicas para a capital provincial galega cujo nome é, seguramente, o mais antigo das quatro. e tamém não será desta vez que trato do assunto como deve de ser. mas, numa nova visita à Cova da Beira, vim cos ouvidos de dentro a ressoar -unha", "-unha", "Gardunha", "Corunha". que é que querem? uma cousa alembra a outra...
dizem, certamente com razão, que por ali houve uma cidade romana de nome celta, Brigantia, ou Flavium Brigantium (Ballester, 1997). mas como de Brigância não há herdância (1), é preciso descobrir de onde apareceu a Corunha, que é nome mais velho.
antes do mais, o artigo definido (A) que precede o nome (Corunha): indica, como nos outros casos, que a palavra "Corunha é um substantivo comum. este costume de grafar o artigo, infelizmente perdido em Portugal e no Brasil, ajudaria a resolver tanto disparate que por aí se escreve e forneceria pistas preciosas aos estudiosos da Toponímia. e como há várias "Coruña" no norte da Península, é de supor que o substantivo fosse bastante conhecido do povo.
a terminação ou sufixo "unha" (ou "uña", se quiserem - pra mim é igual) é muito rara na Toponímia galego-portuguesa e tem o condão de parecer acentuar a altitude do lugar. é pré-indo-europeia, talvez da família do actual euskera - ver "Iruña".
quer dizer que estaríamos na presença de dois orotopónimos, em que "Cor-","Cr-" apontaria para a presença de um núcleo populacional amuralhado no alto de um monte (é o caso d'A Corunha, ou d' A Crunha) e "Gard-" apontaria para a ideia de "Vigia", "Vela", "Aveleira" (é o caso da Gardunha).
certo é que Corunha é, linguisticamente, palavra mais recuada que Brigantia ou Brigantium, pelo que tenho de admitir que o núcleo mais antigo perviveu sobre a destruição do mais recente e a dispersão dos respectivos habitantes.

Capeloso (ver Comentº) fez o favor de juntar Visunha ao pequeno rol dos topónimos terminados em "-unha". a propósito disso, duvido da filiação do sufixo em "-onia", pois que habitualmente gera a terminação "-onha" (Bretonha, Bergonha,...), não "-unha".

.....................................................
(1) é claro que há Bergantiños, Cabana de Bergantiños e Malpica de Bergantiños, mas não ficam na Corunha-cidade. indicam que os respectivos habitantes são originários de uma "Bergança" ou Brigantia que desapareceu do mapa

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra C (3)

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)


Cas- a Col-

Casével –
Casgaia – é hidrónimo(?)
Caso –
Casola –
Castainça –
Castainço –
Castanheira
Castanheira de Pêra – aqui “Pêra” é hidrónimo (Ribeira de Pêra)
Castanheira do Vouga –
Castanheiro do Sul – ver “Sul”, “Sil
Castanhos –
Castedo –
Castelãos – o mesmo que “Castelões”. gente oriunda de Castela
Casteleiro –
Castelejo –
Castelhanas – (aldeias de) gente oriunda de Castela
Castelimo –
Castelo Belinho – foi designado “do Linho” e “do Nynho”
Castêlo da Maia –
Castelo Branco –
Castelo de Alferce –
Castelo de Paiva –
Castelo de Vide –
Castelo Novo –
Castelo Rodrigo –
Castelo Ventoso –
Castelo Viegas –
Castelões – localidade povoada por gente vinda de Castela
Castrelo do Val (Gz.) –
Castro d’Aire –
Castro de Avelãs –
Castro Laboreiro – o mesmo que “Lebreiro”? ver “Lebureiro”
Castro Marim –
Castromil (Pt. e Gz.) –
Castro Roupal –
Castroverde (Gz.) – o mesmo que “Castro Verde”

Castro Verde – castelo ou fortificação muito antigo (a). Já os romanos consideravam antigo (veteri/s: verde, no sentido de "antigo, velho")

Catarredor –
Cativelos –
Catoira (Gz.) –

Catoura – aparece sob o nome composto de "Monte da Catoura". o mesmo que “Catoira”? aqui está um dos (muitos) exemplos em que a aproximação dos topónimos por um Glossário compreensivo faz encontrar pistas onde pareceria não as haver

Catraia – normalmente seguido de um determinat.: “Catraia de…”. significa um caselho à borda da estrada

Catraia de Assequins –
Catraia de Mouronho –
Catraia de S. Romão –
Catraia dos Poços –
Catrão –
Catribana –
Caucaia (Br.) – tupi-guarani: “caá-ocaia” – uma “queimada na mata”
Caudo –
Cauípe (Br.) – tupi-guarani “caúy-pe”: “de onde vem o vinho de caju”
Cavaco –
Cavada Nova –
Cavadas –
Cavadas de Baixo –
Cavadas de Cima –
Cávado - ver "Cádabo"(Gz.): “ rio”
Cavaleiros –
Cavalhão –
Cavalo Branco – graf. correcta desc.: “Cabalobranco”?
Cavernães –
Cavês – graf. alternat. de “Cavez”
Cavez –
Caxarias –
Caxias -
Caxias (Br.) -
Caxinas –
Ceará(Br.) – onomatop. (?): terra do canto da jandaia, pequeno papagaio palrador

Cebola de Soldado – graf. correcta desc.
Cebolais – (Gz.)
Cedofeita” (Gz. e Pt.) –
Cedrim do Vouga –
Cee(Gz.) –
Ceganhos –
Cega Verde – graf. correcta desc.
Cegonhas Novas –
Ceide – grafia incorrecta de “Seide”
Ceira – por “Seira”?
Ceivães –

Cela – diminut. de Sala - Saa - Saalella - Saella - Sela . ver “Sala”,”Saa”,”Sá”. nesse caso, a grafia correcta seria “Sela”

Cela Arda –
Celada –
Celadinha –
Celado –
Celanova(Gz.) –
Cela Velha –
Celavisa – grafia correcta “Selavisa”? Sela + Visa ? ver “Cela”
Celeiró – diminut. femin. de ….
Celeirós – diminut. femin. plur. de …
Celorico da Beira
Celorico de Basto –
Centieira – por “Sentieira”?
Centieiros – por “Sentieiros”?
Cepeda - pronunc. “Cepêda”
Cepinhas –
Cepo –
Cepos –
Cepões – gente oriunda de "Cepo" ou "Cepos"
Cêras – por “Sêras”? é hidrónimo (?)
Cercal –

Cerca Velha - pronunc. “Cêrca Velha”: a velha muralha, a muralha antiga

Cércio –
Cerdal –
Cerdeira –
Cerdido(Gz.) –
Cernache – por “Sernache”
Cernadas – por “Sernadas”
Cerquedo -
Cerrado –

Cerro – melhor “Serro”: monte. no entanto, parece-me um tanto ocioso discutir se é com "c" ou com "s", já que as duas grafias alternam no tempo e no espaço, como noutros grupos de topónimos.

Cerro da Alagoa –
Cerro da Coxa –
Cerro d’Águia –
Cerro da Piedade –
Cerro da Portela – ver “Serro da Portela”
Cerro das Cabeças –
Cerro da Vila –
Cerro de Alagoa –
Cerro de Haver –
Cerro do Nazo –
Cerro do Ouro – elevação onde deveria ter existido uma mina de ouro
Cerro do Roque –
Cerro do Rossio –
Cerro Grande –
Cértoma – desc.: “rio” (?). grafia correcta “Sértoma”? ver “Sertã”
Cerva – ver “Cerveira”
Cervães –

Cerveira – raiz hipotét. “kerv-” ou “karv-”, presente em topónimos como “Cerveira”, “Cerviña” (Suíça), e relacionada com elevação, monte, ou ponta alta. raiz aparentada com lat. “cervix”: colo, pescoço. grandes autores vêem por lá veados (cervos) a pastar ou a correr, talvez como quem conta carneirinhos pra dormir. se percebo alguma coisa de veados, é bicho que não aprecia aqueles lugares.

Cerveira, Vila Nova de –
Cervo (Gz.) –
Cesar – (quinta) propriedade de Cesário
Cête –
Cezimbra – antiga grafia de “Sesimbra”
Chamoinha –
Chã – terreno plano em zona acidentada
Chã da Ilha –
Chã da Lama –
Chã do Boi –
Chacim –
Chafé -
Chainça –
Chaínho –
Chaira (Gz. e Pt.) – planície, terra chã
Chamadouro –
Chamardeira –
Chamoim –
Chamozinha –
Chamusca –
Chamusca da Beira –
Chancelaria –
Chana (Mir.) – o mesmo que “Chã”
Chanas (Mir.) – o mesmo que “Chãs”
Chaneira (Mir.) – o mesmo que “Chaira” e “Cheira”
Chanes (Mir.) – o mesmo que “Chães”
Chanos (Mir.) – o mesmo que “Chãos”
Chantada (Gz.) –
Chão – povoado em zona plana num terreno acidentado
Chão da Capela –
Chão da Feira –
Chão da Vã –
Chão d’Ave –
Chão da Velha –
Chão de Casados –
Chão de Couce – ver “Chão” e “Couce”
Chão de Espinho –

Chão do Ancinho – "Ancinho" é diminutivo de "Anço"? nesse caso, será hidrónimo

Chão do Bispo –
Chão dos Santos –
Chãos –
Chaparral –
Chaque –
Chaqueda – cf. “Chiqueda”
Charca –

Charneca – do castelh.: terreno inculto, onde só se dão plantas bravias e rasteiras

Charneca de Casével –
Charneca do Lumiar –
Charquinho –
Chãs –
Chãs d’Égua – "Éguas" por "Àguas"?
Chãs de Tavares –
Chãs de Viseu –
Chãs Grandes –
Chave –
Chavelhas –
Chaves – do lat. “Acquae Flavis”
Chaviães –
Cheganças –
Cheira – ver “Chaira”
Cheirinha – diminut. de “Cheira”

Chelas – tem sido dito que vem do lat. “cella”: armazéns de grão. porém, ver “Chelo” e “Chenlo”. sgnific. mais provável: diminutivo de “Chãs”

Cheleiros – gente vinda de “Chelas” ou de “Chelo”?
Chelinho - pronunc. “chèlinho” : diminutivo de “Chelo”

Chelo – pronunc. “chèlo”. diz-se que é do lat.“cella”, com influência moç.: armazém de grão (?), santuário pagão (?), recinto religioso. porém, a existência de “Chenlo” na Galiza aponta para “plannelum” – pequeno plano ou chão. seria, pois, diminut. de “Chão”. a topografia dos lugares parece confirmar esta hipótese

Chenlo (Gz.) – o mesmo que “Chelo”. o “n” dá indicações preciosas sobre a etimologia de “Chelo” e de “Chelas”. ver “Chelo” e “Chelas”

Chevim –
Chieira –
Chiqueda - pronunc. “Chiquêda”
Chorente –
Chosendo –
Choudeval –

Choupica – aparece como composto, sob a forma "Ribeira da Choupica". cf. “Ribeira da Choupana”

Chousa
Chousa Nova –
Chousinha –
Chouto –
Ciborro – Cicouro – provável hidrónimo: ver “Ribeira de Cicouro"
Cid –
Cidai –
Cid Almeida – graf. correcta desc.
Cidadelhe –
Cidai –
Cidreira –
Cidreiro –
Cies, Ilhas (Gal.) – cf. Ilhas “Skye” (Escóc.) –
Cimalhas –
Cimbres – povoado de gente germânica da tribo dos Cimbros?
Cimo da Costeira –
Cimo da Inha –
Cimo da Ribeira –
Cimo de Vila –
Cimo do Burgo –
Cinco Vilas – cinco quintas
Cinfães – por “Sinfães”
Cioga do Campo - pronunc. “Ciôga”
Cioga do Monte –
Circunvalação –
Cividade –
Cô –
Côa
Côa/Côja – desc.: “ribeira”, “rio”
Cobiça – o mesmo que “Cabeça”. ver "Portela da Cobiça"
Cobrão - é hidrónimo: "Ribeiro de Cobrão"
Cobras(Gz.) –
Cobro –
Coche –
Cochões – gente oriunda de "Coche"?
Cocos (Br.) –
Codeceda - pronunc. “Codecêda”
Coelha – diminut. de “Côa”?
Coelheira –
Coelhoso –
Coia (Gz.) -
Coiço –

Coimbra (Pt. e Br.) – celt. Connii + Briga: fortaleza ou monforte dos Cúneos ou Cónios. no Brasil, as "Coimbra" são transposições do topónimo português

Coimbrã – aldeia de gente vinda de Coimbra
Coimbrão – local povoado por gente vinda de Coimbra
Coimbrões – localidade povoada por gentes vindas de Coimbra
Coina –
Coiro (Gz.) –
Coito – o mesmo que “Couto”
Côja – é um hidrónimo. ver “Côa” e “Ribeira de Côja”

Cola – ver “Nª.Sª. da Cola”. do árab. “Qulla”: “cume”. ou “Qal’a”: “forte”, “fortificação”

Colares –
Coles (Gz.) –

Colmeal - aldeia de casas com tecto de palha, ou "colmo". há vários "Colmeal", mas nenhum com esta história aqui

Colmeal da Torre - "Torre": refere-se à chamada "Centum Cellas", de que resta uma parte em forma de torre

Colmeias – o mesmo que "Colmeal"? à letra: "casas de colmo"?
Colo do Pito -

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Para que Serve um Glossário de Topónimos

um glossário de topónimos serve para mostrar como a mesma origem fonética e linguística pode tomar diversas variantes. destas variantes, algumas esclarecem-nos sobre a forma primitiva da palavra, pondo de lado certas hipóteses ou mesmo explicações que nunca teriam passado pela mente dos eruditos, se as tivessem conhecido. é apenas um caminho, um caminho por entre um rôr de outros. além disso, põe em pé de igualdade os macro e os microtopónimos, sendo certo que o facto de serem macro ou micro não é uma qualidade de origem nem um destino perpétuo, mas, apenas, um circunstancialismo histórico, por isso mesmo variável. alguns lugares há pouco tempo pequenos, ou mesmo insignificantes, são hoje cidades que rivalizam com as principais do nosso país. e cidades outrora importantes são hoje pouco mais que lugarejos menores, designados por aquilo a que se chama microtopónimos.
o presente Glossário é um trabalho de meia dúzia de lustres, cada lustre cinco anos, disperso por várias bases de dados, umas escritas, outras já electrónicas. baseia-se numa teimosia e num gosto pessoal , que me levou a apontar obsessivamente os lugares por onde ia passando e passo. a minha profissão é uma fonte inesgotável de topónimos, de todos os tamanhos e feitios. e de lendas e lengalengas explicativas, que têm a piada que têm mas não explicam nada. salvo algumas lendas propriamente ditas, ou dignas desse nome: essas têm um fundo de verdade. como distinguir umas das outras, essa é a arte do artista, como soe dizer-se.
não tenho a pretensão ou pesporrência (sic) dos que fazem disto um canudo académico, daqueles de fazer ver, nem vim ao mundo de propósito para corrigir os erros dos outros. como, afinal, os há por aí nascidos. e quem vai corrigir os deles? eu não serei, certamente. não tenho feitio que chegue.
com aquelas regras mínimas, que consistem em ressalvar o seu a seu dono, é assim que ponho os meus apontamentos à disposição da rede.



terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra C (2)


(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)


Can-
a Cas-

Canais –
Canas –
Canas de Santa Maria –
Canas de Senhorim –
Canavai –
Canavial –
Cancela –
Cancelo -

Canda (Gz.) - do celt. cand-, cant- : “penedia”, “pedra (s)”. exº "Serra da Canda"

Candal -
Candedo - pronunc. "Candêdo": onde predominam lugares elevados
Candeeira -
Candeeiros - "Serra de Candeeiros"
Candeiras -
Candeleiros (Mir.) - o mesmo que "Candeeiros"
Candosa -
Candoso -
Caneças -
Canedo - pronunc. "Canêdo"
Canedo de Basto -
Caneira – femin. de “Caneiro”
Caneiro – pequeno ribeiro
Canelas – diminut. de “Canas”
Caneleja – diminut. de "Canela"
Caneve –
Canedo de Basto –
Caneve –
Canha –
Canhestro –
Canhestros –
Canhoso –
Caniçada –
Caniços –
Canidelo - pronunc. “Canidêlo”: diminut. de “Candal”?
Cantanhede –
Cantareira -
Cantarinhas – de cand-/cant-
Cantelães –
Caparica –
Caparrosa –
Caparrosinha – diminut. de “Caparrosa”
Capinha –
Capitorno – ponto alto. do lat. cap-: "cabeça"+ desconhecº.
Caracol –
Caralho - é hidrónimo. ver “Rio Caralho”

Caramulo – carr- + mul-, proto-indoeurop (?).: “serra de penedias”, o mesmo que “serra da peneda”

Caranguejeira –
Carapeços –
Carapelhos –
Carapinha –
Carapinhal –
Carapinheira –
Carapinheira do Campo
Carapinheira da Serra –
Carapito –
Carapua –
Carapuções –
Carcavai – hidrónimo do grupo car-
Carcavelos – o mesmo que “Cacabelos”
Carção –
Carçãozinho –
Cárcoda –
Carçoneiros – povoação cujo nome reporta a “Carção”: gente oriunda de "Carção"?
Cardal –
Cardenhas – cf. esp. “Cárdenas”
Cardia –
Cardosa –

Carenque - hidrónimo. do pré-indo-europeu karr- (pedregal) + sufix. ânk/.nt indo-europ.: “rio pedregoso”

Caria – ver “Alcaria”
Caria de Jusã – por “Caria Jusã”, i.e., “Caria de Baixo”. cf. ital. "giù"
Caria de Susã – por “Caria Susã”, i.e., “Caria de Cima”. cf. ital. “sù”
Carmões –
Carne Assada – hidrónimo. graf. correcta desc. de “karr”

Carneiro – de karr- (pedregal). ver “Carenque”, “Carregal”, “Cárcoda”, “Carne Assada”

Carnota (Gz.) –
Carqueijo –
Cárquere –
Carragosa –
Carralcova –
Carrapichana –
Carrapitais –
Carrascal –
Carrascas –
Carrasco Bonito (Br.) -
Carrascosa –
Carrazeda de Ansiães – “pedregosa” ou "pedrosa" de…
Carrazeda de Montenegro – “pedregosa” ou "pedrosa" de…
Carrazede - pronunc. “Carrazêde”
Carreço - pronunc. “Carrêço”: o mesmo que “Carriço”. do grupo “Carr –"
Carregado – o mesmo que “Carregal”

Carregal – celt. carr(eg)-: “pedra”. o mesmo que "pedregal” ou "pedroso". esta é a etimologia da maior parte destes topónimos, confirmada pelas características dos locais. porém, em casos específicos e limitados, pode ter outra etimologia convergente, como é vulgar em Toponímia

Carregal Cimeiro –
Carregal do Sal – ver “Carregal” e “Sal” (rio?)
Carregosa – lugar com muitas pedras (celt. “carreg”)
Carregosela – diminut. de “Carregosa”
Carregueira –
Carreira (Pt. e Gz.) – estrada para carros (charretes)

Carreira Velha – estrada velha (para carros/charretes). é "velha" porque foi feita uma mais "nova"

Carreiras –
Carreiras Velhas – estradas antigas
Carreiro –
Carreiro de Joanes –
Carreiro do Inferno – em geral traduz a ideia e "caminho difícil, perigoso"
Carreiro Velho – caminho velho
Carriço –
Carril
Carritos –
Carrolas –
Carros –

Cartaxo – o mesmo que “Cartago” (?). cf. “Cartagena” : “Nova Cartago”. cf. “Cartaya” (Andaluz.)

Cartaxos –
Carvalhal –
Carvalhal Cimeiro –
Carvalhal da Mulher – ver “Mulher”
Carvalhal da Portela –
Carvalhal de Macinhata –
Carvalhal de Pussos –
Carvalhal de S. Bento –
Carvalhal de Vermilhas –
Carvalheirinha – diminut. de “Carvalheira”

Carvalhelhos – diminut. de “Carvalhos” com influência do bable asture-leonês

Carvalhido -
Carvalhito –
Carvalhitos –
Carvalho – raiz carr-: “penha", penhascos, serrania de pedras
Carvalho de Egas –
Carvalhos –
Carvalhosa –
Carvalhosas –
Carvão –
Carvicas –
Carvide –
Carvoeira –
Carvoeira do Vouga –
Carvoeiro - exºs "Cabo Carvoeiro”, "Praia do Carveiro"
Casa Branca –
Casainho de Baixo –
Casainho de Cima –
Casais - grupos de casas
Casais de Azóia –
Casais de Mestre Mendo –
Casais do Baleal –
Casais do Cabra –
Casais do Campo – o mesmo que “casais dos campos do Mondego”
Casal -
Casal Comba –
Casal da Amieira –
Casal da Arruda –
Casal da Boieira –
Casal da Cortiça –
Casal d’Álvaro –
Casal da Misarela –
Casal da Ponte –
Casal da Robala –
Casal da Senhora –
Casal das Fragosas –
Casal de Marques –
Casal de Santo Amaro –
Casal Dias –
Casal do Abegão –
Casal do Azemel –
Casal do Burro –
Casal do Ermio –
Casal do Lobo –
Casal do Moinho
Casaldelo - de S. João da Madeira
Casal dos Ramos –
Casal dos Ventos –
Casalito – diminut. de “Casal”
Casal Jorge Dias – graf. correcta desc.
Casalinho de Alfornelo –
Casal de Vale Coelho –
Casal Marinho –
Casal Novo –
Casal Pardo –
Casal Ventoso – conjunto de casas, lugar, onde bate o vento
Casanova (Gz.) -
Cascais –
Cascalheira – hidrónimo?
Cascarneiro – hidrónimo?

Casconha – por “Gasconha” ou “Vasconha”? ver “Vasconha”. porém, em outros casos, como em Penacova, pode ser "terreno pedregoso" (mesma etimologia de "cascalho")

Cas do Mato (Gz.) -
Casebres –
Casegas – diminut. de "Casas". variante dialectal, como "Casicas"
Caselas – casas pequenas. ver “Coselhas”
Caselho - pronunc. “Casêlho”



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Como Não Nasce Um Topónimo

quando se punha o nome a uma terra, era improvável, para não dizer mais, que se lhe botasse um nome complicado, daqueles que só existem nos dicionários. como me ensinaram os tupis do Brasil e quem os conheceu e estudou, o nome deve ser simples, expressivo e identificativo. deve ser coisa que pegue facilmente, que ocorra a todos e não apenas aos eruditos que o vão estudar dois ou três mil anos depois, numa língua completamente diversa da original. tamém não deverá ser um nome demasiado vulgar, de baixa estirpe ou cacofónico. aliás, quando a evolução, ou desgaste fonético, transforma um topónimo num termo demasiado vulgar, de baixa estirpe ou cacofónico, logo a população procura desfazer-se dele, por não suportar a risota dos de fora. é o caso de "S. Paio de Farinha Pôdre" (agora "S. Pedro d'Alva"), de dois "Punhete" (um é agora "Constância", outro "Aldeia Formosa") ou de "Porcalhota" (agora "Amadora"). para mais exemplos, ver Comentºs

cousa que mereceria tamém o seu estudo, aqui vão alguns exemplos de topónimos que não existem:


Abacaxi
Abóbora
Abóboras
A-da-Porra
A-dos-Bêbados
A-dos-Brancos
A-dos-Carecas
A-dos-Cegos
A-dos-Coxos
A-dos-Forretas
A-dos-Lorpas
A-dos-Manetas
A-dos-Mancos
A-dos-Marrecas
A-dos-Moucos
A-dos-Palermas
A-dos-Pelintras
A-dos-Samelos
A-dos-Trengos
Alfaces da Serra
Algures de Baixo
Batatal
Beiçudos
Cabeça de Crego (Gz.)
Cabeça de Freira
Cabeça de Padre
Cabeça do Outro
Caroços de Cima
Castelo Preto
Couval
Deusmelivre
Espírito-Santo-de-Orelha
Estantios
Esterqueira
Feijoeiro
Gramínea
Grão-de-Bico
Liliácea
Melancia
Melão
Nenhures
Parolos do Meio
Parvoeira
Parvónia de Aquém
Pasmaceira
Pepineira Jusã
Peste Negra
Pevides
Pilriteiro
Tremoceiro





domingo, 18 de fevereiro de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra C (1)


(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)


Caa-
a Cam-


Caaveiro (Gz.) - onde existe um famoso Mosteiro, do séc. IX
Cabaços – o mesmo que “Cabeços”?
Cabana de Bergantinhos (Gz.) - graf. altern. "Cabana de Bergantiños"
Cabana Maior –
Cabanas (Pt. e Gz.) –
Cabanas de Viriato – porquê “de Viriato”?
Cabanelas – diminut. de “Cabanas”
Cabanes –
Cabaninhas – diminut. de “Cabanas”, posterior a “Cabanelas”
Cabanões – “gente que veio de Cabanas” (?)
Cabanos
Cabeça – ponto alto arredondado. ver “Penela” e “Outeiro”
Cabeça de Cavalo –
Cabeçadas – conjunto de "Cabeças"
Cabeça de Eiras –
Cabeça de Peixe –
Cabeça de Pito –
Cabeção – aumentat. de "Cabeço": "Cabeço Grande"
Cabeça Rasa –
Cabeceiras – conjunto de “Cabeças”?
Cabeceiras de Basto –
Cabeço –
Cabeço Alto –
Cabeço Cão –
Cabeço da Igreja –
Cabeço da Lama –
Cabeço da Urreta – ver “Urreta”
Cabeço de Domingos Moiro – graf. correcta desc.
Cabeço Grande –
Cabeço Monteiro – lugar no cimo de um monte
Cabeço Sapafonso –
Cabeçudo –
Cabeçudos -
Cabo Carvoeiro –
Cabo da Roca –
Cabo de Home (Gz.) –
Cabo de Sagres –
Cabo de Santa Maria –
Cabo de S. Vicente –
Cabo de Vila (Pt. e Gz.) –
Cabo do Mundo – o mesmo que Finisterra ou Fisterra
Cabo Espichel –
Cabo Fisterra (Gz.) –
Cabo Mondego –
Cabo Ortigal (Gz.) –
Cabo Raso –
Cabo Sardão – de “Sardo”: o povo do mar
Cabo Silheiro” (Gz.) - graf. altern. "Cabo Silleiro"
Cabouco –
Cabração –
Cabral -
Cabrão -
Cabrela – diminut. de "Cabra" ,no sentido toponímico
Cabreira
Cabreira - pode ser orónimo (Pt. e Gz.) ou hidrónimo (Gz.)
Cabreiroá (Gz.) -
Cabril –
Cabroeira de Baixo –
Cabrum –

Cacabelos (Gz.) – dimin. lat. “cacabu” : reservatório de líquidos”. o mesmo que cisternas. o mesmo que “Carcavelos”

Caçarelhos –
Caçarilhe –
Caceira –
Cacela –
Cacém – árab. “caceme”: “limite”, “que divide”
Cácemes –
Cachada –
Cachão –
Cacharelos – o mesmo que “Caçarelhos”?
Cachoeira (Pt. e Br.) –
Cachoeiras –
Cachopo –
Cádabo (Gz.) –
Cadafais –
Cadafaz -
Cadavaio -
Cadaval – “terra de rios/ribeiras/ regatos”. ver “Cávado”
Cadaveira –
Cadima – árab.: "A (Aldeia) Velha"
Cadoiço –
Cafede –
Cagalha –
Cagido –
Caia, rio –
Caíde –
Caíde de Rei –
Caído – o mesmo que “Caíde”
Caínhas –
Caixas –
Cajido – ver “Cagido”
Calçada – estrada romana com calçada de pedra
Calçada do Gato –
Calçadas – plural de “Calçada”. ver “Calçada”
Caldas – lat. o mesmo que “termas”: águas quentes
Caldas da Rainha –
Caldas de Aregos –
Caldas de Monchique –
Caldas de Reis (Gz.) –
Caldas de S. Jorge –
Caldas das Taipas –
Caldas de Vizela –
Caldas do Gerês –
Calde –
Cal de Abaixo (Gz.) -
Cal de Arriba (Gz.) -
Caldelas – pequenas caldas ou termas
Calendário –
Calhabé –
Calhandriz –
Calhariz –
Calhariz de Benfica –
Calhau –
Calheiros –
Calheta - pronunc. “Calhêta”: "pequena angra"
Calhostros –
Caliços –
Calvães –
Calvão –
Calvaria –
Calvário –
Calvário Cambra –
Calvário da Veiga –
Calvelhe –
Calvelo – diminut. de “Calvo”
Calvinos –
Calvo –
Calvos (Pt. e Gz.) –
Calvos de Randim (Gz.) - graf. altern. “Calvos de Randín”
Câmara de Lobos –
Camarate –
Camarinha –
Camarinhas (Gz.) - graf. altern. “Camariñas”
Camarnal –
Camarneira –
Camba –
Cambados (Gz.) – celt. “cambo”: curvatura, lugar de meandros (?)
Cambeses –
Cambeses do Rio –
Cambra –
Cambre (Gz.) –
Cambres –
Caminha” – lat. “Bucca” (“Boca”, “Foz”) + desc. “Minia”: “Foz do Minho”
Caminho – estrada principal de terra
Camões -
Campanas –
Campanhã –
Campanhó – diminut. de “Campanhã”
Campeã – relação com “Campia”?
Campelo - pronunc. “Campêlo”. diminut. de “Campo”
Campelos - pronunc. “Campèlos” . plural de “Campelo”
Campia – relação com “Campeã”?
Campilho – influenc. leonesa. o mesmo que “Campelo”
Campinas (Bras.) –
Campo -
Campo de Besteiros - pronunc. “Campo de Bèsteiros”
Campo de Guerreiros –
Campo de Ourique –
Campo de Víboras –
Campo do Gerês –
Campo Grande (Pt. e Br.) –
Campo Lameiro (Gz.) –
Campolide –
Campo Longo –
Campo Maior - infl. do castelh.: “campo grande”
Campo Pequeno –
Campo Redondo –
Campos -
Camposancos (Gz.)-
Camum –

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra B (2)

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)


Bra-
a Bus-

Brá (Gz.) –
Brachiqueira –

Braga – cidade (da tribo celta) dos braccarii. no Império romano: “Braccara Augusta”

Bragado –
Bragança – Bragança, de "Brigantia"
Branca – ver “A Branca”

Branda – abrigo de pastor e para o gado, de noite, quando sobe a serra no verão, para pastar. Também se lhe chama inverneira

Branda da Bordença
Branda da Junqueira –
Branda de Santo António –
Brandão –
Brandião –
Brandinhães -
Brandoa –
Brandomil (Gz.) –
Brandonhas (Gz.) – graf. altern. "Brandoñas"
Branqueira –
Branqueira Torqueira –
Brasil
Brasil – ver “Monte Brasil”
Brasília (Br.) -
Bravães –
Brejão – aumentat. de “Brejo”
Brejinho – diminut. de “Brejo”

Brejo - pronunc. “Brêjo”: terreno inculto e húmido, lugar frio e ventoso onde só há mato

Brejoeira – terra abundante em brejos
Brenha -
Brirães -
Bucos –
Budens –
Bugalhães -
Bujã (Gz.) - graf. altern. "Buján"
Buraca – ver "A Buraca"
Burela (Gz.) –
Burgães –
Burgo –
Burguete –
Bustelo (pronunc. “Bustêlo”) –
Bustos –

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra B (1)

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)



de Bab- a Box-


Babau –
Babe -
Bacelos –
Bacharela –
Baçal –
Bagueixe –
Bagunte –
Bahia (Br.) – a grafia reproduz a pronúncia no Séc. XVI
Baía –
Baião –
Baiões –
Baiona (Gz.) –
Baixa da Banheira –
Baixa da Restolha –
Bajanca –
Bajouca -
Bajouco –
Baladia –
Balaia – topónimo que se refere a local onde abunda (va) a baleia
Balaído –
Balazar – ver “Belesar”
Baldanido” –
Baldio – terreno que não pertence a ninguém
Baleal – topónimo que se refere a local onde abunda (va) m baleias
Baleeira – topónimo do grupo “Baleia”, como “Balaia”, Baleal”
Baleizão –
Balieira – o mesmo que “Baleeira”
Baloca –
Balocas –
Balsa –
Balsas –
Baltar (Pt. e Gz.) –
Balteiro –
Balugães –
Banafátima – do árab.
Bandavises – do árab.
Bande (Gz.) –
Bangueses (Gz.) –
Banhos (Pt. e Gz.) (graf. altern. “Baños”) – balneários, termas
Banhos – balneários, termas
Banhos de Bande (Gz.) –
Banhos de Molgas (Gal.) –
Barão de S. João –
Barão de S. Miguel –
Barbaído –
Barbacena –
Barbadães de Baixo -
Barbadáns (Gz.)
Barbatos –
Barbeita –

Barbeito (Pt. e Gz.) – terra em repouso de cultura, faixa de terra inculta que separa duas propriedades

Barca – lugar junto a um rio, lugar de travessia desse rio
Barca da Esteveira –

Barca d’Alva – não se justifica o preciosismo "Barca de Alva", pois nem sequer reproduz a pronúncia

Barca da Trofa –
Barca do Concelho –
Barca do Lago –
Barca do Loureiro –
Barca Nova –
Barcarena – de "barca" + "arena"?
Barcarena (Br.) – transposição do topónimo português
Barcel –

Barcelinhos – diminut. de “Barcelos” ? é duplo diminut. de "Barcos"

Barcelos” – diminut. plur. de “Barco”
Barcelos” (Br.) – transposição do topónimo português
Barceosa – ver “Vila Chã de Barceosa”
Barco – ver “O Barco de…”
Barcouço –
Bargo (Gz.) -
Barosa – o mesmo que “Varosa”?
Barqueiro –
Barqueiros – gente originária de “O Barco” ou “A Barca” (?)
Barquinha, Vila Nova da - diminut. de “Barca”?
Barra -
Barra, S. Julião da -
Barracão –
Barradinha –
Barra Funda (Br.) –
Barral –
Barranco -

Barranco de … - em certos casos parece tratar-se de um leito potencial profundo de um ribeiro sezonal

Barranco das Belharucas –
Barranco da Vaca –
Barranco de Água Velha –
Barranco de Brejões –
Barranco de Mata Filhos – graf. correcta desc. : …"de Matafilhos”?
Barranco do Cadavaio (de “Cádavo” – ver “Cádabo”)
Barranco do Calvário –
Barranco do Cão –
Barranco do Porco –
Barranco do Sambro –
Barranco do Velho –
Barrancos –
Barranha –
Barras –
Barrenta –
Barreira –
Barreiras –
Barreiro –
Barreiros (Gz.) –
Barril –
Barril d’Alva –
Barrimau –
Barrinha –
Barrinhos –
Bárrio –
Barriosa –
Barro –
Barrô – diminut. de “Bárrio”
Barroca –
Barroca de Pedro Lopes – graf. correcta desc.: “de Pedrolopes”?
Barroca Grande – escavação grande provocada pela exploração de minas
Barrocal –
Barroco (pronunc. “Barrôco) –
Barrol –
Barrosa –
Barrosas –
Barroselas - diminut. de "Barrosas"
Barrosinhas – diminut. de “Barrosas”
Barroso –
Barroso”, Serra do –
Barruncheiros –
Basanca - ver Comentº. de Jofre Alves
Basteiros – gente de "Basto"?
Basto –
Batalha –
Batel –
Batocas – de um hidrónimo? ver “Ribeiro das Batocas”
Batoco – de um hidrónimo?
Batoquinhas – diminut. de “Batocas”. de um hidrónimo?
Baú –
Beade (Gz.) – o mesmo que “Veade” (?)
Beberriqueira –
Beça, rio –
Beco (pronunc. “Bêco”) –
Beduído –
Begonte (Gz.) –
Beira – desc. (que relação com “ibéria”?)
Beirã –
Beira Grande –
Beiral –
Beiriz –
Beja – do lat. “Pax Júlia”
Bela –
Belasaima – de “Belisama” , divind. celta femin. equivalente a Minerva (?)
Belazaima do Chão – o mesmo que “Belasaima do…”
Belece –
Belesar (Gz.) – o mesmo que “Balazar”. é tido por topónimo euskera
Beliche, Ribeira de –
Belide –
Belmonte –
Belomonte -

Belos Ares – corresponde ao significado da capital argentina, "Buenos Aires"

Belver – miradouro, mirante, terraço elevado
Bembivre (Br.) -
Bem da Fé – preciosismo linguístico anacrónico por “Bendafé”
Bemposta –
Benaciate, Rio –
Benafim – do árab. Cf. “Bensafrim”
Benavente –
Bencanta –
Bencatel –
Bendafé – do árab.
Beneita –
Benespera – cf. com “Bispeira”
Benfarras –
Benfeita –
Benfica –
Benfica do Ribatejo –
Benlhevai – graf. correcta desc.

Benquerença – tem alguma relação com “wishing well” (poço mágico, à letra: “poço dos desejos”) em inglês?

Benquerenças –
Bensafrim - parece semit. “ben” (“filhos”) + “safrim” (plural: “dos Safar”). um clã?
Bente –
Berdoias (Gz.) -
Bergondo (Gz.) – relacion. com “Borgonha”, “Borgundo”?
Berlenga –
Berlengas –
Berlengas, Ilhas –
Bertiandos –

Beselga – de “basílica”, do greg. “casa do rei”, através do latim religioso (Igreja Católica)

Bessa – Cf. “Avessada”
Bessada –
Besteiros –
Besteiros, Campo de –
Besteiros, Paranhos de –
Besteiros, S. Tiago de –
Betanços (Gal.) (graf. altern. “Betanzos”) –
Betanços Velho (Gz.) -
Bexiga -
Bica – o mesmo que “Fonte”, de onde a água sai em bica
Bica Alta –
Bicada -
Bicanha –
Bicas – plural de “Bica”
Bicesse –
Bicha –
Bicha Moura – por “Bichamoura”?
Bicheiro –
Bichieiro –
Bicho -
Bico – em alguns casos, deriva do lat. vicus, aldeia não fortificada
Biduleiro –
Bilhó – diminut. femin. de…”Bilha”?
Biós (Gz.) -
Birre – árab. “Poço”, “Fonte”
Bisalhães - ver post

Biscaia – localidade povoada por gentes vindas de Euskadi ou Viscaya (País Basco)

Bismula –
Bispeira – Cf. com “Benespera”
Bizarril –
Bizorreira –
Boaldeia –
Boa Farinha – ver “S. Paio de Farinha Pôdre”
Boassas –
Boavista (Pt. e Gz.) –

Bobadela – lat. mediev. : “bovatella”: lugar onde o gado bovino vai pastar

Bocacha –
Bocas (pronunc. “Bòcas”) –
Boco (pronunc. “Bôco”) –
Bodiosa –
Bodiosa-a-Velha –
Bogadela –
Bogalhal –
Bogalhinha -
Bogas –
Bogas de Baixo –
Bogas de Cima –
Bogas do Meio –
Boi
Boial
Boialvo
Boi-a-Monte - grafia correcta "Boiamonte". ver "Boimonte"
Boião –
Boiça - ver "Bouça"
Boicinha –
Boico –
Boicornelho (Gz.) – graf. altern. “Boicornello”
Boidecanto (Gz.) –
Boidobra -
Boieira –
Boimonte (Gz.) –
Boimorto (Gz.) –
Boiro (Pt. e Gz.) –
Boivães –
Boivão –
Boleiros – gente vinda de “A Bola” (?)
Bolha –
Bolhão – a pronúncia no Porto é "Bolhóm"
Bolho (pronúnc. “Bôlho”) –
Bolhos –
Boliqueime –
Bombarral –
Bom Velho de Baixo -
Bom Velho de Cima -
Bonitos –

Borba – celt. “Borvo”: divindade das águas quentes, termas ou caldas

Borba da Montanha –
Borba de Godim –
Borbela – diminut. de “Borba”
Bordalo – ver “Bordeaux” (França)
Bordeira –
Bordoegas –
Bordonhos –
Bornes, Serra de –
Borrajeira -
Borralha –
Borralheira –
Borrifãs (Gz.) - graf. altern. "Borrifans"
Bosturenga –
Bota – ver “Vale da Bota” –
Botão –
Boto – ver “Ribeira do Boto”
Bouça

Bouças (Pt. e Gz.) – na Galiza, pode ter a graf. altern. "Bouzas", sem alteração fonática

Boucela
Boucelha
Boucinha
Bouçoães
Bouçoais – alternat. a "Bouçoães"
Bouçós – diminut. de “Bouças”
Bougado –
Bouro – o mesmo que “Boiro”
Boxinos –

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Topónimos Galego-Portugueses e Brasileiros - Letra A (4)

(base de dados resultante de recolha pessoal. não está autorizada a sua utilização sem autorização expressa do autor)

Asa- a Azu-


As Antas (Gz.) – ver "Antas"
As Cachadas (Gz.) - ver "Cachada"
As Candas (Gz.) – ver "Canda"
As Chairas (Gz.) – ver “Cheira"
As Lagoas (Gz.) –
Asnela – ver “Asnes”
Asnes - por “Anses”? ver “Anços”
As Neves (Gz.) – ver “Neves"
As Pontes (Gz.) - ver “Ponte (s)”
Aspela –
As Raposeiras (Gz.) –
Assim Chamado – graf. correcta desc.
As Veigas (Gz.) –
As Vendas (Gz.) –
Assafarge –
Assafora – árab. “assahra”: “campina”
Assares –
Asseca –
Asseiceira – por “A Seiceira”?
Assenta –
Assequins –

Assilhó – duplo diminut. femin. de Ossa: Ossa - Ossela - Osselola - Osseloa: Assilhó

Assureiras –
Ataboeira – por “A Taboeira”?
Atães –
Ataíja –
Ataíja de Baixo –
Atalaia – o mesmo que “Vela”, “Vigia"
A Teixeira (Gz.) - ver "Teixeira"
A Teixugueira (Gz.) -
Atenor –
Atiães –
Atibaia (Br.) -
A Torre (Gz.) -
Atouguia –
Atouguia da Baleia –

A Toxa (Gz.) - vila frequentemente alcunhada de "La Toja", o que não é galego-português nem faz qualquer sentido. ver "Tocha"

Aúde (Gz.) -
Avanca – “av” + “anc” ? rio+rio
Avantos –
Ave, Rio –
Avecasta –
A Veiga (Gz.) - ver "Veiga"
Aveiras –
Aveiras de Baixo –
Aveiras de Cima –
Aveiro -
Aveiros – ver “Praia de Aveiros” –
Avela –
Avelal –
Avelal de Baixo –
Avelal de Cima –
Avelames, Rio –
Avelanoso (Mir.)
Avelar – o mesmo que “Avelal"
Avelãs de Caminho –
Aveleda (pronunc. “Avelêda”) –
Aveleira – nome sempre ligado a serras. será “A Veleira”?
Avenal –

Aver-o-Mar – grafia exacta desconhecida. preferível “Avremar” ou "Abremar" (?)

Avessada – ver “Bessa”, “Bessada”, “Abessadinhas”
Avessadas – ver Avessada”
Avia, rio (Gz.) – ver “Ave”
Avidagos –
Avidos –
A Vila (Gz.) - ver "Vila"
Avinhó - está por "A Vinhó"? ver "Vinhó"
Avintes –
Avión (Gz.) - graf. altern. “Avióm”
A Viqueira (Gz.) -
Avis – por “Aviz”
Avitureira – ver “Abitureira"

Avô – hidrónimo? diminut. de “Avus” (rio). atenção: os rios eram femininos!

Avões – gente vinda do vale do “Ave”?
Avos –
Azambuja – por “A Zambuja”? Ver “Zambujal” e “Zambujeira”
Azambujeira – por “A Zambujeira”
Azeitão –
Azeiteiro” –
Azenha – árab. “aççania“a nora”
Azenha de Cima –
Azenha do Cano –
Azenhas do Mar –
Azenha do Rio –

Ázere – desc. “junto ao rio” (?), “rio” (?). “Ázere” (Viana do Castelo) e “Ázere” (Coimbra) ficam junto a um rio. ver “Odiáxere”. ver “Fonte do Azeral"

Azervadinha –
Azerveira –
Azevedo (Pt. e Gz.) (graf. altern. “Acevedo”) –
Azevo –
Azias –
Azibal –
Azinhaga –
Azinhal –
Azinhalinho –
Azinheira dos Barros –
Azival –

Azóia – árab. “az-zavia”: “o mosteiro”. noutras zonas ficou "Almoster" e noutras "Mosteiro", "Mosteirô" (diminut.), consoante pendia a relação de poder islâmica-cristã

Azóia de Baixo –
Azóia de Cima –
Azóia, Stª Iria de –
Azueira –
Azurara – por “A Zurara” (?)
Azurva –