sexta-feira, 21 de abril de 2006

Será Que Vem de Lavar?



estes topónimos têm a particularidade de fazer apelo a um certo segundo sentido, de conotações corporais íntimas. a fazer fé na aparência, nesses locais seria uso fazer-se um determinado tipo de higiene, corporal ou espiritual. mas será?
certo é que também têm em comum o facto de estarem junto a linhas de água e serem locais de travessia ou terrenos ribeirinhos com alguma caraterística especial em comum (veigas? prados? lugares de pastagem?).

Lavacolla (Gz.)
Lavacolhos (Pt.)

Lavacunas - na margem direita do rio Minho

Lavadores (Pt. e Gz.) - este topónimo não parece ter relação com os restantes. pronuncia-se "lavadòres". estará relacionado com a presença de escolhos e arrecifes junto ao mar. rever aqui

Lavadorinhos - diminut. de "Lavadores"
Lava Mãos
Lavariz - (?)

Lavarrabos - na margem direita do rio Mondego. topónimo abandonado em favor de um mais "apresentável" - o actual "S. João do Campo", nos arredores de Coimbra. porém, não seria exactamente "lavarrabos", mas sim "rabarrabos"

Lavatodos (Pt.) - na margem esquerda da ribeira de Lorvão
Lava Seixos



sábado, 15 de abril de 2006

Senhoras e Senhores


vestígios de uma antiga mundivisão pagã submersa no cristianismo oficial, estas "Senhoras" e estes "Senhores" sobrevivem ainda no imaginário vivido de muitas aldeias, montes, rios e caminhos. não são santos nem deuses propriamente ditos. falta-lhes o Nosso ou a Nossa antes de
Senhor ou Senhora. não tenhem nome próprio, não se chamam João, Pedro, Maria, sei lá. mas fazem milagres, curam e salvam dos mil e um poréns e imprevistos da existência humana. as suas festas são ainda essencialmente pagãs. nelas se come e bebe e dança. e se cumpre a promessa.
no interior ou no adro das capelas, muito destes locais exibem telas, madeiras ou quadros de azulejo com o "Milagre Que Fez " (Pt. e Br.) o Senhor ou a Senhora do lugar.


Senhora-a-Branca
Senhora Aparecida (Pt. e Br.)
Senhora Armada (Gz.) - advogada das dores de cabeça. porquê?
Senhora da Agonia
Senhora da Ajuda (Pt. e Br.)
Senhora da Azenha

Senhora (ou Virgem) da Barca (Gz.)- ver enlace de "Senhora do Caminho"

Senhora da Barca do Lago

Senhora da Boa Viagem - invocação própria de gente embarcadiça, por exº., pescadores

Senhora da Cabeça

Senhora da Estrela - na Redinha, Pombal, é um culto extremamente arcaico. em serra calcária, uma gruta muito profunda está obstruída por uma capela, que ocupa a parte esquerda do saguão da gruta. os ex-votos de sempre estão ainda vivos em pleno séc. XXI: "f..., de Poios, mandou fazer à Senhora da Estrela". faz lembrar uma gruta "neolítica" das Astúrias: a gruta de Covadonga (em latim, Cova Dominica : "a Gruta da Senhora"). mas tirando a capela - que já é muito -, tudo está como dantes: ao natural e longe dos curiosos

Senhora da Graça (Pt. e Br.)
Senhora da Guia (Pt. e Br.)
Senhora da Hora
Senhora da Lapa
Senhora da Lapinha
Senhora da Luz - ver Comentº

Senhora da Menina - curiosa invocação, que nos remete para as "matrioscas" (avó-mãe-filha-neta). é um culto pagão evidente

Senhora da Nazaré
Senhora da Ó ou Virgem da Ó (Gz.)
Senhora da Oliveira
Senhora da Peneda
Senhora da Penha
Senhora da Póvoa
Senhora da Ribeira
Senhora da Rocha

Senhora da Saúde - uma sobrevivência da Salus romana, ou um culto anterior romanizado?

Senhora das Areias - pode ser precedida do possessivo "Nossa"
Senhora da Serra
Senhora das Candeias
Senhora das Mercês
Senhora das Necessidades
Senhora das Neves
Senhora das Preces
Senhora das Virtudes (Pt. e Gz.)
Senhora das Vitórias (ver Senhora da Vitória)

Senhora da Vida - embora possa levar o possessivo "Nossa", não deixa de ser uma Senhora pagã

Senhora da Vitória - uma sobrevivência da Victoria romana
Senhora de Cadeiras (Gz.)
Senhora de Entre Águas

Senhora de Guadalupe (Gz., Pt. e Br.)- é motivo da célebre canção popular galega "A Rianxeira": "A Virxen de Guadalupe/ cando vai pola Ribeira/ descalciña pola areia/ parece umha rianxeira/..."

Senhora de Porto d'Ave
Senhora do Alba (Gz.)
Senhora do Além
Senhora do Almurtão
Senhora do Amparo
Senhora do Bom Juízo

Senhora do Cabo - pode levar o possessivo "Nossa", mas não deixa de ser uma Senhora pagã

Senhora do Caminho (Gz.)
Senhora do Cardal
Senhora do Carril
Senhora do Castelo
Senhora do Círculo

Senhora do Faro (Pt. e Gz.)- ver "Virgem do Faro" ou "Virxen do Faro"

Senhora do Gozo (Gz.)

Senhora do Lago - ver "Senhora da Barca do Lago"

Senhora do Leite - invocação extremamente arcaica da mater nutrix. os romanos identificaram-na a Ísis. ver nota a "Virgem dos Olhos Grandes"

Senhora do Monte -

Senhora do Ó (Pt. e Br.)- ver "Senhora da Ó"

Senhora do Pilar -
Senhora dos Aflitos -
Senhora dos Esquecidos -
Senhora dos Milagres (Pt., Gz. e Br.) -
Senhora dos Navegantes (Br.) -

Senhora dos Olhos Grandes (Gz.) - invocação notável pelo seu arcaísmo. remete-nos para "Atena", "Minerva" e, ainda mais para trás, à "Deusa-Coruja". é a padroeira da cidade de Lugo e também protege as vindimas e os emigrantes. note-se que Palas Atena era chamada "a dos olhos grandes" ou "olhos de coruja" ou, ainda, "a dos olhos verdes". isto não significa uma influência grega ou romana (no caso de Minerva) na Galiza, mas sim uma origem comum do culto da "deusa"-coruja. e tal como em Braga em relação à Senhora do Leite/Ísis, tamém em Lugo a Virgem dos Olhos Grandes foi transformada em Santa Maria. mas, ao contrário de Braga em que a Senhora do Leite foi remetida para um nicho no exterior da cabeceira da Sé, em Lugo a Virxen dos Ollos Grandes convive com os outros santos no interior da Sé, e em lugar de destaque.

Senhora dos Remédios (Pt., Gz. e Br.)

Senhora do Vencimento (Pt. e Br.) - conheço esta invocação em São João da Pesqueira, na Ribeira Grande (Aç.) e na Bahia (Br.)

Senhora do Viso (Gz.)

Senhoras do Monte - uma curiosa invocação múltipla. no caso do concelho de Guimarães, as "Senhoras do Monte" são três

Senhor das Almas

Senhor da Pedra - uma capela sobre um penedo ("a pedra") da Praia de Miramar, onde o paganismo inicial se mantém vivo. a própria capela diz que no seu lugar estava antes um culto pagão. foto www.canalfoto.org.

Senhor da Serra -
Senhor da Vida -
Senhor de Matosinhos -
Senhor do Além -
Senhor do Bonfim (Pt. e Br.) -


Senhor dos Aflitos -
Senhor dos Navegantes -
Senhor dos Perdões
Virgem do Faro -

Virgem dos Olhos Grandes - ver "Senhora dos Olhos Grandes"
Virxen do Faro - o mesmo que "Virgem do Faro"
Virxen dos Ollos Grandes - ver "Virgem dos Olhos Grandes"



quarta-feira, 12 de abril de 2006

Brejos e Brenhas

alguns topónimos referem-se às características bravias da vegetação. são ou foram, em geral, matas ou matagais de onde o ser humano se afastava. aí só cresce ou crescia vegetação silvestre, mais ou menos densa, mais ou menos emaranhada. estes topónimos e seus derivados são muito frequentes em toda a Península, embora mais no norte, e, por isso, também em Portugal e na Galiza:


Boiça - terreno bravio, de mato
Boicinha
Bouça - o mesmo que "Boiça"
Bouças
Boucela - diminut. de "Bouça". o mesmo que "Boucinha" e "Boicinha"
Boucelha
Boucinha
Bouza ou Bouça (Gz.)
Branha ou Braña (Gz.)- o mesmo que "Brenha"? ver comentário de Miguel. provém do latim veranea: "(pasto) de verão".
Breijo (Gz.)
Brejão - é aumentativo de "Brejo"
Brejo (Pt. e Gz)

Brejo das Almas (Br.)- ver Comentário de Jolorib.
desde 1938 "Brejo das Almas" passou a chamar-se "Francisco Sá". que me perdoem os que acham melhor assim, mas "Brejo das Almas" era um achado...

Brejoeira
Brejões
Brejones (Gz.) - o mesmo que "Brejões"
Brejos
Brenha
Brenhas - no Alentejo é hidrónimo
Conceição do Mato Dentro (Br.)
Mata (Pt. e Gz.)
Matadussos - talvez signifique "Mata de Ussos ou Ursos"
Matagal
Matamá
Mata Mourisca (ver também "Mourisca")
Matança (Pt.)- ver "Matanza" (Gz.)
Matancinha - diminut. de "Matança", indicando que Matança vem de "Mata" e não de "matar". ver "Matança" e "Matanza"
Matanza (Gz.) - a casa onde a grande Rosalia de Castro viveu os últimos anos da sua vida, hoje sua Casa-Museu, é a "Casa da Matanza"
Mato Grosso (Br.)
Moita (Gz., Pt. e Br.)
Moita Bonita (Br.)
Moita da Serra
Moitalonga
Moitedo
Moitinha
Moitinhal
Moitinhas
Moitinho
Mouta (Pt. e Gz.)
Moutadas
Moutados
Silva
Silva Escura
Silvao (Gz.)
Silvão
Silvarelhos
Silvares (Pt. e Gz.)
Silvarosa (Pt. e Gz.)
Silveira (Pt. e Gz.)
Silveiras (Pt. e Br.)
Silveirinha
Silveirinho
Silveiro


Nota: sobre "Bouça e Touça" ver o post
ainda sobre "Matas" ver o post

terça-feira, 11 de abril de 2006

Água, Águas




os topónimos em "Água", "Águas", e seus compostos e derivados, são topónimos "primordiais", que ocorrem em todas as línguas e em todos os tempos. já o vimos a propósito dos topónimos tupi-guaranis, mas podemos vê-lo em euskera, em asture-leonês, em catalão, em castelhano, em provençal, em francês, e assim por diante. como o seu nome indica, são, antes do mais, hidrónimos. mas podem, a partir daí, designar povoações. são topónimos frequentes em Portugal, na Galiza (sob a forma nortenha "Auga", "Augas") e no Brasil.



aqui ficam alguns topónimos em "Água", "Águas":

Água Branca (Br.)
Aguada (Pt. e Gz.)
Aguada de Baixo
Aguada de Cima
Água de Madeiros
Água de Meninos (Br.)
Água Levada
Agualva
Aguamá ou Água Má
Água Preta (Br.)
Água Quente (Br.)
Águas de Moura
Águas do Rio Doce (Br.)
Águas Férreas
Águas Livres
Águas Mornas (Br.)
Águas Radium - parece nome erudito de termas radioactivas, na Beira Baixa
Águas Santas
Águas Vivas
Agueiro, Agüeiro (Pt., Gz.)
Aguela, Agüela (Pt., Gz.) - diminut. de "Água"
Aguim - não tem que ver com "água". significa "villa aquilini": a quinta de Aquilino
Auga Enterrada (Gz.)
Augas Santas (Gz.)
Barranco de Água Velha
Foz de Égua - ver "Vale d' Éguas"
Mãe d'Água
Mortágua - Cf. provençal "Aigues Mortes", ant. "Auguas Mortas"
Olho d'Água das Flores (Br.)
Olho d'Água do Casado (Br.)
Olho d'Água Grande (Br.)
Olhos d'Água
Vale d'Éguas - aqui "Éguas" está por "Águas". variante dialectal?

sábado, 8 de abril de 2006

Judiarias, Mouriscas e Mourarias

Ibéria, Espanha, Sepharad ("terras do ocidente), Al-Gharb-al-Andalûs ("o oeste vândalo"), a Grande Espanha dos Pirinéus ao Atlântico, foi sempre, ao longo da História, uma pátria de povos, de línguas, de deuses e de civilizações. quem não viveu nesta terra que a não tenha cantado ou chorado por ela?

duas comunidades tiveram um importante papel na história da Península: os judeus e os mouros. conviveram pacificamente durante séculos com as populações autóctones, sem quaisquer sinais de crispação ou intolerância. mas, subitamente, com a chegada do Renascimento e das doutrinas de O Príncipe, de Maquiavel, a Península Ibérica deixaria de ser para eles uma boa pátria. ao princípio da convivência e da tolerância sobrepôs-se o princípio da uniformidade cultural, sob a bandeira da unidade religiosa. não foram apenas os judeus e os mouros as vítimas, mas também o povo do campo, que teimava nas suas tradições e hábitos pagãos.

tanto os judeus como os mouros após a Reconquista viviam em ruas ou bairros próprios, com direitos e obrigações específicas, diferentes da população principal - ruas ou bairros esses que tomavam, respetivamente, o nome de "judiaria" e de "mouraria".
em meados do séc. XVI, os ventos de Aragão, contaminados de intolerância para com as diferenças culturais e religiosas, ditariam o destino destas comunidades: converter-se ou fugir. e aqueles, judeus e mouros, que aceitaram converter-se nem imaginavam que mais lhes valia ter fugido. ser "cristão-novo" passou a ser mais motivo de suspeita do que ser o que eram dantes.

as "Judiarias" encontram-se em cidades e vilas, enquanto as "Mourarias" ocorrem em núcleos urbanos mas também em aldeias.
"Mourisca" e "Mouriscas" só ocorrem em aldeias (*).
por outro lado, as "Judiarias" surgem mais nas vilas e cidades fronteiriças de Trás-os-Montes, Beiras e Alentejo, enquanto as "Mourarias" aparecem em núcleos urbanos do sul.
"Mourisca" e "Mouriscas" são topónimos que aparecem mais dispersos, e em geral referem-se a aldeias povoadas por mouros "cristãos-novos".
em alguns casos o termo "Mourisca" refere-se a um troço de estrada remodelado ou construído na época mourisca.




(*) o caso especial da vila de Mourisca do Vouga deve-se à elevação da aldeia a vila em período recente

terça-feira, 4 de abril de 2006

Topónimos Relacionados com Migrações

a migração de populações está representada nas toponímias galega, portuguesa e brasileira. no caso galego-português, a maioria destas migrações deu-se no século XII e XIII, mercê de políticas de repovoamento em resposta a uma rarefação populacional de causas diversas. já vimos, a propósito dos galegos e dos britos na toponímia portuguesa, alguns topónimos que se referem à migração de gente vinda de outras bandas da Península Ibérica, de outras zonas da Europa e mesmo de outras regiões do país. no caso brasileiro, a maioria destes topónimos refere-se à migração de portugueses, mas também há muitos topónimos de origem alemã, sobretudo no sul.
em qualquer dos casos, a criação destes novos topónimos deve-se ao fa(c)to dessas terras não terem ainda nome, ou ter sido esquecido o nome anterior.
vemos que as aldeias serranas da Beira, hoje lugar de refúgio para gente do norte da Europa, não mudaram de nome pelo facto de abrigarem holandeses ou alemães. é que ou os derradeiros habitantes originais dessas aldeias ainda estavam vivos ou o nome das aldeias ainda era conhecido.



A-dos-Francos
Algarvios - aldeia de gente oriunda do Algarve. topónimo a norte do Algarve
Astureses (Gz.) - ver "Estorãos".

Almalaguês - ver postagem

Barrancões - aldeia de gente oriunda de Barrancos (?)
Bascos (Gz.) - aldeia de bascos
Beirã - talvez por "aldeia povoada por gente vinda da Beira". topónimo a sul da Beira (Alto Alentejo)

Beirão - talvez esteja por "lugar povoado por gente vinda da Beira". topónimo a sul da Beira

Bergonha - oriundos da Borgonha. por sua vez, a "Borgonha", região da França, refere-se a um povo germânico oriundo de Borgundarholm, uma ilha escandinava da costa dinamarquesa

Biscaia - aldeia de gente oriunda da Vizkaya (País Basco)
Biscainha - o mesmo que "Biscaia"
Biscainhos - o mesmo que "Biscaia"

Brasileira - não conheço, mas está referenciado. deverá referir-se a gente que esteve no Brasil

Brasileiro - não conheço, mas está referenciado. ver "Brasileira"
Brasileiros - não conheço, mas está referenciado. ver "Brasileira"

Bretonha - oriundos da "Britânia". trata-se de celtas em fuga, em consequência da invasão dos anglo-saxões

Briteiros - oriundos da "Britânia". ver "Bretonha"
Brito -
Britos - ver "Briteiros
Casconha - de Gasconha ("Vascónia"), País Basco (?)
Castelães - gente oriunda de Castela
Castelão - povoado ou lugar povoado por gente vinda de Castela
Castelãos - gente oriunda de Castela
Castelãs - o mesmo que (aldeias) castelhanas
Castelhana - (aldeia de) gente oriunda de Castela
Castelhanas - ver "Castelhana"
Castelhano - o mesmo que "Castelão"
Castelões - oriundos de Castela
Coenços - gente oriunda de Coence (Gz.)?
Coimbrão
Coimbrões - oriundos da região de Coimbra
Cumbraos (Gz.) - o mesmo que "Coimbrões
Estorãos - asturianos
França
Franciscas
Francos
Franqueira
Galegos - oriundos da Galiza
Galizes - o mesmo que Galegos
Golegã - (aldeia galegana ou galegã): "(aldeia) galega"
Germanha (Gz.) - gente oriunda da Germânia
Guilhadeses - gente oriunda de Guilhade (Gz.)

Guimarantinhos - pela sua localização (Mangualde), será "gente de Guimarães de Tavares"?

Limãos - oriundos do Vale do Lima (galego)
Limões - ver "Limãos"
Lombardos - oriundos da Lombardia (Itália)
Malga - forma sincopada de Málaga. ver postagem
Margato - gente oriunda da Maragatería, León
Medeiros - gente oriunda de Meda
Meridãos - gente oriunda de Mérida
Merideses - o mesmo que "Meridãos", mas com terminação leonesa
Mesiões - oriundos de Mesio
Nafarros - oriundos de Nafarroa (Navarra)
Panóias (Pt. e Gz.) - oriundos da Panónia (actual Hungria)
Penicheiras - aldeias de gente oriunda de Peniche
Porvença (Gz.) - ver Proença
Proença a Velha - gente oriunda da Provença
Proença a Nova
Ribeira das Castelhanas

Sardão, Cabo - refere-se aos "sardos", "povo do mar", que também deu nome à Sardenha (I)

Sardinheiro (Gz.) - ver "Sardão". graf. altern. Sardiñeiro
Seidões - aldeia de gente oriunda de Seide (?)
Sevilhão - lugar povoado com gente oriunda de Sevilha
Sourões - lugar povoado com gente oriunda de Soure
Suevos (Gz.) -
Toscanha (Gz.) - gente oriunda da Toscânia
Vascões - aldeia de gente oriunda do País Basco

Vergonha - ver "Bergonha". aqui pode ver-se como um topónimo "nobre" pode evoluir para uma forma desagradável (mais, talvez, por efeito da escrita do que, propriamente, pela fala)

sábado, 1 de abril de 2006

Uma (cómica) Versão deste Blogue em Inglês

encontrei esta versão em inglês de Toponímia Galego-Portuguesa e Brasileira. duvido que algum falante daquela língua, seja em que variante for, entenda patavina. mas é um esforço e, quem sabe até, um reconhecimento [ :-) ]. achei uma gracinha.

traduzir o topónimo "Mora" por "deferred payment" (pagamento em atraso) e "Pena" por "penalty" (castigo) é uma possibilidade, mas bem patusca... coisas da tradução automática...