sábado, 8 de outubro de 2005

As "Igrejas" no espaço geográfico, histórico e linguístico da Galiza e de Portugal

Nos primeiros séculos da cristianização peninsular, a presença de uma igreja era uma marca de tal modo importante e rara no espaço geográfico, histórico e cultural que merecia diferenciá-lo toponimicamente. Assim, os topónimos que designam igreja surgem dispersos no território português de acordo com a densidade da sua distribuição na época em que cada topónimo foi formado, com a sua dimensão arquitectónica e com a dominante linguística em cada momento histórico.
a presença de uma igreja pode estar estratificada na toponímia sob as formas arábicas:
Alcanena
Alcanizes (na Região Leonesa: "Alcañices")
Alcainça
Alcains
Alcainz (Gz.);
sob as formas românicas
Gricha,
Grixa
Grijó e
Irijó
(estas duas derivadas do diminut. lat. ecclesiola, pequena ecclesia);
ou, finalmente, sob formas linguísticas mais recentes como
Ereija
Igreja
Igrejinha.

sob a forma "Beselga", encontramos lugares onde esta(va) implantada uma basílica - étimo grego que significava, à letra, "casa do rei", mais tarde aplicado a certa categoria de igrejas.

(direitos reservados. citação obrigatória do autor e do blogue)

Um comentário:

Capeloso disse...

Duas formas mais à galega para referirmo-nos aos lugares onde há uma igreja ou houve:
Eirija, Eireje, Eirije e Irije, Irijo, Irijoa